Pais da Igreja

 
D. Maria José e o Rev. Antônio Elias

  

Em tudo recomendando-nos a nós mesmos como ministros de Deus: na muita paciência, nas aflições, nas privações, nas angústias, […] nos trabalhos, nas vigílias, nos jejuns, na pureza, no saber, na longanimidade, na bondade, no Espírito Santo, no amor não fingido, na palavra da verdade, no poder de Deus [… ] tidos como enganadores e sendo verdadeiros; como desconhecidos e, entretanto, bem conhecidos; como se estivéssemos morrendo e, contudo, eis que vivemos; como castigados, porém não mortos; entristecidos, mas sempre alegres; pobres, mas enriquecendo a muitos; nada tendo, mas possuindo tudo. (2Co 6:4-10)

 

Próximo do final do primeiro século uma das principais preocupações entre as diversas comunidades cristãs dizia respeito à sucessão apostólica: como ficaria a igreja após a morte do último apóstolo? Foi exatamente essa pergunta que me veio ao coração ontem pela manhã quando soube do falecimento de D. Maria José. Afinal, era precisamente esse lugar de autoridade apostólica que ela e nosso saudoso Rev. Antônio Elias ocupavam entre nós da família Betânia e, mais amplamente, entre toda uma geração de cristãos brasileiros.

Como bem sabemos, o grupo dos apóstolos era constituído pelos onze discípulos que caminharam ao lado de Jesus mais Matias escolhido para ocupar o lugar deixado por Judas. Posteriormente, Paulo foi também contado entre eles com “um nascido fora do tempo”. Sua credencial, todavia, não advinha da experiência como colaborador e testemunha ocular do ministério de Jesus, mas da experiência mística de encontro com o Cristo ressuscitado.

Quando finalmente João – o discípulo amado e último dos apóstolos – veio a falecer, a igreja instituiu a figura do Bispo. Este necessariamente deveria ter convivido com um dos apóstolos e tinha como função pastorear os presbíteros e supervisionar as diferentes comunidades zelando sobretudo pelo ensino (didaquê) e pelo exercício da solidariedade para com os pobres. Pelo espírito cuidador que os caracterizava, bem como por seu notório saber e amorosa autoridade, os bispos logo passaram a ser carinhosamente chamados de Pais da Igreja. Tal costume perdurou até o século IV quando Leão I foi ordenado Bispo de Roma e elevado à condição de Papa concentrando doravante em uma única pessoa todas essas prerrogativas. 

Os Pais da Igreja eram, portanto, figuras apostólicas – bispos cheios de sabedoria aos quais eram entregues a responsabilidade pelo pastoreio dos líderes, bem como pelo ensino da sã doutrina e pela supervisão das atividades das diversas comunidades numa região, sobretudo, no tocante ao socorro aos menos privilegiados. 

Ora, aqui já não é necessário dizer mais nada: D. Maria José e o Rev. Antônio Elias foram legítimos “Pais da Igreja”. Eram, sem sombra de dúvidas, figuras apostólicas entre nós, embora jamais imaginassem reivindicar tal honra. Nunca se importaram com esse tipo de coisa. Seus corações estavam voltados para quatro grandes amores somente: o Senhor Jesus Cristo, a família, a igreja e o semelhante, especialmente, o necessitado e afligido.

Em tempos de tantos auto-intitulados “apóstolos” e “bispos” que do alto de seus púlpitos e aviões a jato mercadejam a Palavra de Deus e ludibriam o povo cristão, que falta nos fará a simplicidade, a generosidade, o desprendimento, a sabedoria, a gentileza e o altruísmo desses verdadeiros Pais da Igreja que agora deixam orfãos milhares de filhos espirituais país afora.

A boa-notícia, porém, é que como acontece ainda hoje com respeito a Clemente, Policarpo, Tertuliano, Justino, Orígenes e Agostinho dentre tantos outros, também acontecerá com eles: viverão para sempre no exemplo que nos legaram e na sabedoria ímpar que nos transmitiram. Seus nomes ficarão escritos na história como estão no livro da vida…

Quanto à igreja, prosseguirá adiante. Pois poderá sempre se orientar pelo legado de homens e mulheres como D. Maria José e Rev. Antônio Elias. Ademais, nunca deixará de contar com o soberano cuidado de nosso Senhor Jesus Cristo, supremo pastor e único cabeça da Igreja, o qual prometeu que jamais nos deixaria orfãos (João 14:18).

Epitáfio

Como você gostaria de ser lembrado?

 

Quem não se torna sábio ouvindo o que a Morte tem a dizer está condenado a ser tolo a vida inteira. (Rubem Alves)

 

Não estou pensando em morrer. Não mesmo. Mas tenho pensado acerca da morte. Tenho refletido sobre meu último suspiro; aquele depois do qual fecharei os olhos para abrir do outro lado e, finalmente, poder enxergar. Ver como sou visto. 

Há uma imensa sabedoria na morte. E aprender sobre ela revela-se inspiração para a vida. Devíamos planejar a nossa tragetória neste mundo de trás para a frente. Primeiro o fim, então o começo. Pois é a visão de como desejamos ser lembrados que melhor nos orienta sobre as escolhas que temos de fazer. Afinal, o fim que antevemos para nossa breve existência lança luz sobre as opções que temos diante de nós e nos indicam, desse modo, uma direção a seguir. De outra parte, também evita o trauma de ao final de tudo, constatarmos desiludidos: “Que vida foi essa que vivi? Se pudesse, faria tudo diferente!”.

Quando chegar para mim o dia derradeiro, não quero pronunciar essas palavras. Quero antes, como Cristo na cruz do Calvário, dizer: “Está feito”. E render meu espírito a Deus com gratidão e dignidade. Apenas isso. Pois há muito desisitir de pensar que nasci para ser alguém extraordinário. Sou uma pessoa comum e anônima e estou em paz com isso. Se deixar uma pequena marca naqueles com quem convivi mais de perto, já basta. Não tenho a pretensão de escrever meu nome na posteridade. Estou safisteito em tê-lo no livro da vida. É assim gostaria de ser lembrado: como alguém que foi fiel a si mesmo, ao que acreditava, a quem amou e a Deus.

Provavelmente não me ocuparia de tais pensamentos se não tivesse lido com toda igreja o livro “Um mês para viver”. Lemos a obra enquanto jejuávamos e oravámos buscando discernir os caminhos de Deus para nossas vidas pessoais e comunitária. O fizemos na convicção de que tal reflexão nos levaria há uma profunda reorientação de vida e correção de rumo enquanto ainda há tempo. Nesse intuito, ao final dos 30 dias de leitura, fizemos um exercício poderoso: convidamos a todos que escrevessem o próprio epitáfio. No domingo seguinte, aqueles que desejaram, leram o seu breve texto para toda a igreja enquanto celebrávamos a Santa Ceia. Compartilho aqui o que escrevi e li, comovido,  para meus irmãos e irmãs na esperança de viver à altura de cada palavra:

Aqui jaz Leandro Marques.

Esposo amado e amável. Pai sábio e presente. Amigo verdadeiro. Servo fiel. Um homem bom.

Esforçou-se por viver a vida de acordo com o que entendeu do Evangelho, com o que acreditou ser verdadeiro e importante. Deu boas risadas e tentou não acreditar em tudo que diziam a seu respeito, fosse isso bom ou ruim. Buscou em tudo ser uma pessoa inteira. E transparente, na medida do possível. Amou a vida, o semelhante, e a Deus. Gastou-se pela causa do reino de Abbá. Fez o bem. Viveu e morreu como discípulo de Jesus Cristo.

Agora descansa em paz. E deixa saudades…

 

Competência e sabedoria

"O Pensador", de Rodin, na perspectiva da competência capitalista

 

“Como é feliz o homem que acha a sabedoria!” (Pv 3:13)

 

A sociedade contemporânea nos incentiva, em tudo, a buscar competência. Ainda crianças aprendemos na escola: é preciso estudar para passar de ano para mais tarde entrar em uma boa faculdade e sair de lá com um currículo de peso sem o qual não se consegue um bom emprego. E nem se ganha dinheiro.

Assim nos é explicado – e transmitido – o valor da educação e da aquisição de conhecimentos. Tal, no entanto, simultaneamente oculta e releva um grave problema: aprendemos a buscar instrução pelos motivos errados. Passamos anos na escola, aprendemos e estudamos conteúdos diversos visando, em última instância, ganhar dinheiro. Competência, segundo a lógica capitalista, é isso: um currículo impressionante que te prove merecedor de uma boa remuneração.

Porém esta é uma visão demasiadamente estreita da instrumentalidade do conhecimento, da formação intelectual e, mais amplamente, da razão de ser da própria vida. Pois reduz o ser humano à esfera da atividade produtiva negando-lhe sua complexidade e riqueza. O resultado dessa lógica é bem conhecido: nossa sociedade forma excelentes profissionais, porém, pessoas medíocres; gente capaz de administrar corporações gigantescas, mas incapaz de gerir com êxito a própria família. São detentores de grande técnica e eficácia, merecedores de polpudos salários por seu conhecimento e expertise, mas não têm muitas vezes o que dizer o assunto migra para o âmbito da vida privada. Quantos hoje em dia não triunfam profissionalmente ao passo que suas vidas pessoais naufragam de forma vergonhosa e inelutável?

Contrariando a lógica cultural dominante, e vacinando-nos contra o quadro descrito acima, as Escrituras Sagradas nos aconselham a buscar sabedoria antes de competência:  “Procure obter sabedoria” (Pv 4:7).  Pois ela é como “árvore que dá vida a quem a abraça” (Pv 3:18). A sabedoria “é mais proveitosa do que a prata e rende mais do que o ouro […] nada do que você possa desejar se compara a ela. Na mão direita, a sabedoria lhe garante vida longa; na mão esquerda, riquezas e honra. Os caminhos da sabedoria são caminhos agradáveis, e todas as suas veredas são de paz” (Pv 3:14-17).

As citações falam por si mesmas. A sabedoria é a mais elevada de todas as empresas humanas. Ela não exclui a competência, mas a complementa e potencializa. Quem torna-se sábio, tende também a tornar-se melhor profissional. Pois ao adquirir sabedoria, discerne o valor da competência e compreende o lugar de sua carreira no conjunto da vida. Ao invés de tornar-se uma pessoa unidimensional obssecada com o sonho do contra-cheque de cinco dígitos (ao preço de todo o resto), o sábio caminha na direção de tornar-se uma pessoa melhor, plena, integrando as múltiplas dimensões de sua vida e pessoa sem prejuízo de nenhuma delas.

Mas onde podemos encontrar a sabedoria se esta não é ensinada nas escolas nem tampouco nos manuais corporativos? 

Segundo o testemunho das Escrituras Sagradas, “o Senhor é quem dá sabedoria” (Pv 2:6). Ele a dá “livremente e de boa-vontade” a quem dela tem falta e a solicita (Tg 1:5). A sabedoria habita o relacionamento com Deus e a partir dele se irradia. Ela advém da comunhão com o Pai e do hábito de refletir e meditar em sua palavra. Não pode ser comprada por dinheiro. Não pode ser aprendida em cursos aqui ou no exterior. Ela é dom. É graça que nos é dispensada no convívio afetuoso com aquele que é onisciente e fonte de todo conhecimento. A sabedoria é o reflexo da luz divina que se projeta sobre nós quando nos voltamos para contemplar seu rosto amável e cheio de ternura.

A diferença fundamental entre a competência e a sabedoria é que a primeira se restringe ao mundo do trabalho enquanto a última se aplica à totalidade da vida e da pessoa. A sabedoria é fruto do relacionamento com Deus e por isso abarca e abençoa o conjunto de nossa trajetória neste mundo. A competência tem vida breve e se limita aos anos produtivos depois dos quais é inútil. Quem busca sabedoria, encontra todo o resto ao passo que quem busca competência, acha dinheiro – e dinheiro apenas. Depois, o vazio.

A contagem do tempo

Como B. Button, todos nascemos idosos

 

“Ensina-nos a contar os nossos dias, para que alcancemos a sabedoria” (Sl 90:12)

 

Não sabemos contar o tempo. Em nossos calendários, cada dia que passa é contado como um dia a mais. O mesmo ocorre em relação aos meses do ano: vão crescendo sucessivamente de 1 a 12; como as horas de um relógio. Obedecendo esta mesma lógica, a cada aniversário que completamos, acrescentamos mais uma vela ao bolo e um ano à idade da gente.

Mas o tempo não funciona assim. Ele opera segundo uma outra lógica. Não ganhamos tempo a medida que ele passa. Não acumulamos dias e anos. Nós os perdemos. Cada dia a mais é, na verdade, um dia a menos. Não tenho os anos que minha idade sugere. Estes são os anos que já não tenho mais. Como bem disse Rubem Alves: são “fósforos riscados”. O tempo que realmente tenho, não é tão simples de contar. O dia de amanhã é apenas uma possibilidade.

A rigor, o tempo se conta de forma decrescente. A medida que ele passa, diminuem os anos que temos. Como Benjamim Button, todos nascemos idosos, cheios de anos. Ironicamente, no instante mesmo em que nascemos, começamos também a morrer. Pois, imediatamente, todo o tempo que temos – sem que saibamos quanto – passa a fugir de nós. Como nuvem em meio ao vendaval, ele vai se dissipando velozmente. Nas palavras do salmista: “a vida passa depressa e nós voamos” (Sl 90:10).

Nesta complexa equação da existência terrena, a grande incógnita é, sem dúvida, o dia de nossa morte. Contamos o tempo de forma equivocada porque desconhecemos o dia de nosso último suspiro. Se ao nascer, recebêssemos também uma certidão de óbito, tudo ficaria mais fácil. Poderíamos planejar com segurança nossa vida contando os anos de forma regressiva. Mas aí não teria graça. Viver seria como um assistir filme cujo final já conhecemos de antemão. A beleza da vida reside precisamente no fato de que ela é aberta, como um poema que vai sendo escrito a medida que surge a inspiração.

Mas acaba que tal abertura nos é conveniente. Como, no nível prático, rejeitamos a idéia de vamos morrer – haja vista nossa incontestável obsessão com a juventude – pensamos enganar a morte contando nossos anos para cima, de forma crescente. Preferimos pensar em termos de longevidade a pensar em termos de finitude. Mas afinal estes expedientes se revelam ineficazes. Pois não há mesmo para onde correr: todos caminhamos em direção ao fim inevitável. E insuspeito.

Talvez aí resida o segredo da sabedoria: viver com a consciência de que se está morrendo. Não é verdade que muitas pessoas passam a viver com intencionalidade apenas quando descobrem que estão prestes a morrer? Quantos não mudam completamente suas prioridades após o diagnóstico de um câncer? Ou após sobreviverem a um acidente, seja ele automobilístico ou cardiovascular? Tais experiências-limite nos recordam de nossa mortalidade. Elas berram aos nossos ouvidos: somos efêmeros! É precisamente esta consciência que nos permite “alcançar a sabedoria”. Pois já não há como viver de forma displicente quando se sabe que a morte se avizinha. Nascemos para vida quando nos conscientizamos de que vamos morrer. Daí que o salmista ore a Deus: “ensina-nos a contar os nossos dias”.

No espírito da oração acima, faço aqui uma sugestão: substituamos nossos modernos relógios pelas antigas ampulhetas. Pois elas, melhor que ninguém, compreendem a lógica segundo a qual o tempo trabalha. Enquanto nossos relógios nos empurram apressadamente para frente supondo que há sempre mais tempo para agendarmos ainda um outro compromisso, a ampulheta nos faz parar para pensar: quanto tempo ainda me resta? Ao invés de perguntar: “o que mais posso fazer?”, indaga: “do que preciso abrir mão para não negligenciar o que é essencial?”.

Em meio à correria desta nossa vida urbana e pós-moderna, a ampulheta nos ajuda a lidar com o tempo de maneira sábia, pois o conta de forma decrescente e poética, exatamente como a vida se desenrola diante de nós. Ainda mais: sempre que a viramos ao romper de cada novo dia somos recordados: todo o tempo que temos é o dia de hoje. O dia de ontem não nos pertence mais e o amanhã pode ou não existir. Vive com sabedoria quem vive um dia de cada vez.

A oração mais sábia

Não precisamos tanto de descanso quanto de renovação
Não preciso tanto de descanso, mas de renovação

 

“[…] os que esperam no SENHOR renovam as suas forças, sobem com asas como águias, correm e não se cansam, caminham e não se fatigam” (Is 40:31).

 

O ritmo de nossas vidas é extremamente acelerado. As 24 horas do dia nunca são suficientes para tudo o que precisamos fazer. São muitas as camisas que temos de vestir. No meu caso, a de pai, marido, pastor, provedor, conselheiro, mestre, líder, capelão, amigo, filho, discípulo, pregador, administrador, etc. Todas estas demandas requerem enorme energia e uma alta capacidade de fazer malabarismos. (Sinto-me, muitas vezes, como aqueles meninos  jogando limões nos sinais de trânsito preocupado em não deixar nenhum deles cair).

Quando chega o fim do dia – ou da semana, ou do mês – o cansaço é brutal. Fomos além de nosso limite e, ainda assim, muita coisa ficou por ser feita. Vencido pela fadiga, nosso corpo se rende à preguiça e ao sono. A única oração que sabemos fazer é: eu preciso descansar. Mas mesmo para isto, o tempo não parece ser suficiente. Comentando sobre um livro que leu, um amigo me disse, dias atrás: nosso problema, na realidade, não é falta de tempo, mas falta de energia. Estamos exaustos não porque nos falte tempo para tudo o que precisamos fazer, mas porque concentramos nosso tempo nas atividades que mais nos roubam energia e deixamos de fazer justamente aquelas coisas que tem o poder de renovar a nossa energia.

Imediatamente, me lembrei do Pastor Pablo, missionário de nossa igreja no Peru. No ano passado, quando esteve na Igreja Betânia, ele relatou que após cinco anos no campo missionário servindo a Deus com grave escassez de recursos humanos e materiais, seu coração estava desanimado, seu corpo exausto e sua mente fixa na idéia de parar. Ele estava a ponto de desistir de tudo. Incessantemente, repetia para Deus: “Da-me um tempo de descanso”. Até que Deus falou-lhe ao coração: “Pablo, meu filho, você não precisa de descanso, você precisa de um renovo. Eu vou te renovar”.

Lembrei-me destas palavras como se Deus as tivesse dizendo para mim. E logo constatei que minhas orações estavam equivocadas. Mais sábio do que orar por descanso é orar por renovação. Até por que os limões continuam no ar e não podemos permitir que caiam ao chão. Por isto, tenho buscado este aprendizado. Quero orar desta forma a cada dia: “Renova-me, Senhor; renova as minhas energias. E ajuda-me a discernir as minhas reais prioridades. Livra-me de gastar meu tempo apenas com o que rouba as minhas forças e me permite-me não negligenciar aquelas pequenas coisas sagradas que me enchem a alma e trazem alegria”.

Em meio à loucura desta nossa vida pós-moderna, urbana, e hiper-acelarada, orar por renovação é, não apenas uma necessidade, mas também um ato de lucidez e de sabedoria. De outra parte, é igualmente importante passar em revista nossos hábitos e rotinas. E então prosseguir.

Que Deus nos renove hoje e a cada dia.