Nossos demônios

Piores que os demônios de Satanás são os da nossa própria alma.

 

“Perguntou-lhe Jesus: Qual é o teu nome? Respondeu ele: Legião é o meu nome, porque somos muitos” (Mc 5:9)


Todos temos demônios. Não necessariamente aqueles de Satanás. Esses demônios certamente existem e fazem parte da vida de muitos, mas não de todos. Refiro-me aqui a um outro tipo de demônios. Falo dos daimons (como Sócrates chamaria em grego): forças autônomas que habitam o nosso mundo interior.

A rigor, os daimons são anteriores aos demônios. É claro que não numa perpectiva cronológica. Afinal, segundo as Escrituras, Satanás e suas hostes infernais existem desde antes da criação. Mas etimologicamente, sim. Pois foi a partir da noção – e da resignificação – de daimons que o Novo Testamento desenvolveu o conceito de “demônios” como nós hoje conhecemos, inclusive incorporando o termo. Prova disso é que o Antigo Testamente jamais fala em demônios, mas somente em espíritos malignos. Os demônios do NT são os espíritos malígnos do AT batizados com o termo oriundo da língüa grega.

Pois bem. Diferente dos demônios de Satanás que habitam as esferas espirituais e podem eventualmente se apropriar de corpos e mentes, os daimons pertencem ao mundo de nossa subjetividade. São demônios da psiquê humana e, assim sendo, são universais. Todos os possuímos. Mas à semelhança do que acontece com os demônios de Satanás, também podemos ser possuídos por eles. Com efeito, eles buscam todo tempo se apropriar de nossa alma, de nosso ser interior levando-nos a fazer o mal que não queremos e nos afastando do bem que desejamos fazer.

O grande distintivo entre essas duas qualidades de demônios é que aqueles – os demônios de Satanás – são repreendidos e exorcizados com a mera menção do nome de Jesus. Já esses outros que atuam em nossa subjetividade, não. Eles dificilmente saem de uma vez por todas. Tampouco saem todos de uma vez. Temos de enfrentá-los um a um, sempre de novo, um dia depois do outro. De fato, lutamos com esses demônios durante toda extenção de nossas vidas. E embora nunca nos livremos deles, é possível aprender a subjugá-los. E assim, finalmente, vivermos libertos de sua ação.

Mas como essa libertação ocorre? Como subjugamos essas forças autônomas que, como intrusas, povoam nosso mundo interior sabotando nossas escolhas, atitudes, e autocompreensão? Como neutralizamos sua ação em nossas vidas?

Antes de mais nada é importante nomeá-los. “Qual é o teu nome?” – perguntou Jesus. Aqui, uma boa terapia pode ajudar. Também a leitura bíblica. Mas em geral uma boa dose de honestidade e autocrítica bastam. Quais os nomes dos demônios que agem em nosso interior? Quais os nomes dessas forças independentes que habitam nossa alma assolando nossa mente e pervertendo nossa identidade? Culpa? Ódio? Teimosia? Inveja? Orgulho? Vaidade? Resignação? Avareza? Discórdia? Rancor? Mágoa? Amargura? Ansiedade? Preguiça? Gula? Egoísmo? Mentira? Promiscuidade?

Se formos honestos, teremos de admitir que tais forças estão presentes em nossas vidas influenciando nosso sentir, nosso pensar e agir. E até certo ponto isso é normal. O problema é quando esses demônios se movem com tamanha liberdade em nosso mundo interior que chegam transtornar por completo nosso comportamento e identidade. É quando ocorre a possessão. Aí já não somos mais nós mesmos. Não sabemos mais nosso próprio nome. Fomos desfigurados. “Legião” – respondeu o jovem quando indagado por Jesus. Perdera-se dentro de si mesmo. Tornara-se refém e escravo.

Precisamente para que isso não aconteça é importante nomearmos os demônios. Assim, protegemos nossa identidade. E temos plena clareza do inimigo contra o qual lutamos. Pois freqüentemente confundimos quem somos com que fazemos e pode ser que estajamos lutando contra nós mesmos, digo, nosso eu verdadeiro, imagem e semelhança de Deus.

Porém não basta apenas identificar os demônios que atuam no profundo de nosso ser. Se de fato desejamos exorcizá-los – ou, pelo menos, subjugá-los – faz-se mister dispormos de dois recursos espirituais: o jejum e a oração. Pois “essa casta não se expele se não com jejum e oração”.

O jejum (como escrevi em outro post) é uma disciplina espiritual de auto-esvaziamento. Através dele, enfraquecemos nossos apetites carnais, dominamos nossos desejos desenfreados e também subjugamos nossos demônios. Pois quando jejuamos, fechamos as portas que permitem o trânsito livre dessas forças pelos labirintos de nossa alma. Desse modo, restringimos e limitamos sua ação. Contudo, cumpre ressaltar aqui,  que jejuar não é meramente deixar de se alimentar, mas cultivar uma atitude de desprendimento, de renúncia e abnegação do qual o ficar sem comer é expressão. Jejuar é tomar sobre si a cruz de Jesus. Esse movimento exterior de renúncia – quando movido pelas corretas motivações – projeta para dentro de nosso ser uma censura que obstacula a ação dos demônios criando liberdade. Libertação, com efeito é isso, é a ação que gera liberdade.

Pode parecer estranho para muitos que uma disciplina tão “carnal”, que se acontece na dimensão do nosso corpo como é o caso do jejum, possa influenciar nosso mundo interior e gerar libertação. É que freqüentemente nos esquecemos que o ser humano não é um ser dicotomizado, fragmentado, mas um ser integral. Com efeito, todas as suas múltiplas dimensões estão interligadas entre si, conectadas umas as outras. E assim, o que comemos ou deixamos de comer afeta diretamente nosso humor, nossa saúde, e mesmo nossa vida espiritual. O contrário também é verdade ou não é fato que as variações de nosso estado de humor e saúde interferem em nosso apetite? Jesus mesmo disse a seus discípulos que não fazia sentido eles jejuarem enquanto estivessem alegres pela presença do noivo, mas quando o noivo lhes fosse tirado, aí sim deveriam jejuar, pois a tristeza do coração inibe o apetite e enseja a prática do jejum.

Mas agora cumpre perguntar: para que serve a oração nesse processo? A oração serve para nos encher de Deus. Por meio do jejum nos esvaziamos e, através da oração, somos preenchidos pela presença poderosa do Espírito de Deus em nossa vida. E, dessa forma, somos revestidos de sua força extraordinária. Mediante o jejum e a oração enfraquecemos nosso “eu” refém da ação demoníaca – o velho homem, como diria o apóstolo Paulo – e fortalecemos nosso “eu” espiritual ligado à pessoa divina – o novo homem que somos em Cristo Jesus. Assim, experimentamos finalmente verdadeira libertação.

Em resumo: demônios existem e exercem grande influência em nossas vidas. Contudo, ela pode ser maior ou menor segundo a consciência que temos da mesma e a postura que assumimos no tocante ao seu enfrentamento. Ninguém se engane: precisamos enfrentar nossos próprios demônios sob pena de nos perdermos se não o fizermos. Nesse sentido, o melhor caminho que conheço é o ensinado por Jesus: nomear cada demônio, depois cultivar o jejum e a oração. Esse caminho de libertação serve também para vencer, inclusive, os demônios de Satanás. E nesse processo, vai emergindo, paulatinamente, nosso eu cada vez mais liberto e fortalecido. Sem isso, dificilmente temos condições de pronunciar nosso verdadeiro nome.

18 comments

  1. Stone · janeiro 21, 2011

    Como diria o padre Quevedo: “Isso non ecsiste.”

  2. Zabaiony · janeiro 21, 2011

    Olá !!

    O processo pelo qual passamos hoje, aquele que abomina o silêncio…dificulta cada vez mais que tenhamos um tempo com nosso próprio interior. É Tv, shopping, jornal, tragédia ,conta….e não parar de correr para ter com que pagar! A leitura da palavra me parece também uma forma de encontrarmos esse lugar de silêncio onde podemos buscar rever o que há de errado., exorcizando os “daimons”. A propósito dos demônios de Satanás a leitura de C.S.lewis e recomendada. “Cartas do diabo a seu aprendiz”

  3. Patrícia · janeiro 21, 2011

    Seria pretensão minha fazer exegese com um pastor, mas acho que a passagem citada se refere sim, aos demônios de satanás (oração e jejum).

    Jesus, sempre conciso, o foi também em relação ao jejum. Ele disse que a gente jejua naturalmente, de acordo com nosso estado de espírito e que é bobagem fazer sacríficio quando estamos na benção; devemos viver a benção com gratidão e alegria pois tragédias também acontecem e para elas temos que ter a resignação (Podeis vós fazer jejuar os filhos das bodas, enquanto o esposo está com eles? Dias virão, porém, em que o esposo lhes será tirado, e então, naqueles dias, jejuarão”). Jesus é amor, não sacrifício.

    Para mim sempre será aquela imagem lúdica do anjinho de um lado e o malvado do outro, sobre os meus ombros, dando bons ou maus conselhos. Escolhas, sempre as escolhas…

    No excelente filme “O Advogado do Diabo” Al Pacino (excepcional) no personagem do próprio diz : “Vanity is my favorite sin”…e isso é uma boa dica.

    Concordo que só a consciência e a oração diária (livrai-nos do mal, amém!) bastam pois se você jejua dois dias ou duas semanas e come desesperadamente na semana seguinte, de que serviu seu jejum? Acho que a gente deve se encher de Deus todos os dias, graciosamente, e não por alguma razão especial. Gratidão enche a gente de Deus mais que o jejum.

    Por fim, não entendi bem esta frase: “E embora nunca nos livremos deles, é possível aprender a subjugá-los. E assim, finalmente, vivermos libertos de sua ação”…afinal, “nunca nos livraremos deles” ou “viveremos libertos de sua ação”?

    Acho que nos livraremos para sempre de alguns e seremos tentados para sempre por outros e cairemos, mais cedo ou mais tarde, em um novo que não conhecíamos, portanto, Deus nos livre desses e nos perdoe pelos outros porque perfeitos, nunca seremos. O “amai ao próximo como a ti mesmo” também afasta pecado…é difícil, mas ajuda um bocado…

    • Leandro Marques · janeiro 21, 2011

      Sua observação de ordem exegética é perfeita. A passagem refere-se sim ao demônios de Satanás. No post, fiz uma aplicação livre, pois a experiência tem me ajudado a verificar sua versatilidade, pois vale para ambos os casos.

      Quanto ao jejum não ser sacrifício, você está absolutamente certa. Esse é um dos maiores enganos sobre o jejum (engano esse que eu denuncio no post sobre jejum). O que quero dizer quando recorro ao jejum como estratégia de auto-esvaziamento para favorecer que nos enchamos de Deus, não é que tenhamos de sofrer e nos sacrificar para isso. A idéia é aquela defendida por mestres espirituais de ontem e hoje: a mortificação do desejo. Falando a Caim, Deus lhe diz: “seu desejo será contra ti, mas a ti cumpre dominá-lo”.

      Com muita freqüência, sobretudo nós indivíduos modernos/pós-modernos, olhamos para o nosso desejo e sublinhamos sempre o aspecto positivo do mesmo, mas nem sempre nos damos conta de que ele possui ao elevado poder destrutivo. Permita-se comer tudo o que você tem vontade sempre e veja onde isso te levará. Permita-se amar sexualmente todas as pessoas que seus olhos cobiçam a despeito de estado civil, idade, etc… Qual será o resultado? Nossos demônios mais vorazes manifestam-se por aí. É, nesse sentido que o jejum ajuda-nos a exorcizá-los, pois nega ao desejo sua concretização. Somos seres integrais, interconectados, e o que comemos ou deixamos de comer tem conexão direta com nosso humor, nossa saúde física, e mesmo nossa vida espiritual.

      Quanto à frase que mencionou, quis dizer o seguinte: os demônios de nossa psiquê jamais (ou muito dificilmente) nos abandonam de forma definitiva. Porém, mesmo tendo de lidar com eles diariamente, podemos aprender a dominá-los, isto é, a enfraquecer e mesmo anular por algum tempo sua ação. É como você disse: nos livraremos sim de uns e não de outros. De todo jeito, sabemos ao menos, que não precisamos viver possuídos sob seu terrível jugo o que nos impede muitas vezes de sermos nós mesmos.

  4. Patrícia · janeiro 21, 2011

    Deus disse a Caim: “Seu desejo será contra ti, mas a ti cumpre dominá-lo”.

    É o nosso teste? Domina-lo nos dá segurança, proteção?

    Tenho um amigo que parou de fumar. Ao contrário da maioria das pessoas que evita tudo que remete ao cigarro, ele procurava justamente tudo que o excitava; se era tomar café, aí é que ele tomava, se era a cerveja, aí é que ele bebia (agora virou evangélico e não bebe; mais cristão que Cristo, que bebia vinho!) enfim, ele atiçava o vício, disputava com ele até vencê-lo. E venceu.

    Tenho tentado seguir o exemplo desse amigo, não sem medo e nem só com o cigarro mas com tudo que tenta ou que já tenha tentado meu espírito. Inspirada por ele, tenho remexido no “arquivo de pecados”, me aproximado daquilo que eu acho nevrálgico, sensível, e parecia esquecido. Pecado normalmente deixa o sujeito humilhado. Quem já errou, sabe.

    Ainda bem que Deus nos ampara e consola na hora certa; a gente cai, se arrebenta, mas depois vê com clareza a atuação do inimigo, usando situações e pessoas acima de qualquer suspeita pra nos derrubar e caçoar do nosso desastre, mas como disse Nietzsche , o que não mata, fortalece. A gente levanta e se torna mais forte, mais feliz e mais plena também por causa deles.

  5. Silvio · janeiro 21, 2011

    Leandro, meu caro.

    Parabéns por manter o blog, não é fácil, principalmente responder a todos os comments.
    Meu grande amigo, não tenho facebook nem twitter, mas preciso falar contigo pra te convidar para o casório.

    Abraço

  6. bia bacana · janeiro 21, 2011

    “Cartas do diabo ao seu aprendiz”! Amo esse livro!!!

  7. Patrícia · janeiro 21, 2011

    Pastor desaparecido…o que houve, desistiu? Gostaria de sugerir que voce postasse mais audios no site da sua igreja, muito boa a idéia mas infelizmente, a última é de outubro de 2010, deveria ter uma sequencia, na minha opinião, toda semana…porque voce não coloca todos os seus sermões lá?

    Um abraço e volta a escrever aqui também…

    • lemarques · janeiro 21, 2011

      Puxa, Patrícia. Tenho andado tão atarefado com as múltiplas demandas da igreja que não tenho tido tempo de sentar para escrever. Confesso que sinto falta, de um lado, mas, por outro, fiquei um pouco desgastado com algumas trocas de comentários onde me senti desrepeitado e agredido. Porém não desisti do blog não. Quanto ao áudio das pregações no site, aquelas que você ouviu estão ali para efeito de teste, pois o site ainda está em fase de revisão por conta de algumas ferramentas estarem dando problemas… Mas nada impede que eu suba mais conteúdo. Na verdade, tenho mais de 60 pregações prontas para serem uploaded. Outra opção, nesse sentido, são os vídeos que podem ser vistos online no site ou no link a seguir: http://www.vimeo.com/user5421495/videos. Apenas mais uma coisa: obrigado por sua mensagem. Fez um bem enorme para o meu coração. Deus te abençoe ricamente. Um abraço.

  8. Patrícia · janeiro 21, 2011

    Eu imaginei que aqueles posts tivessem te afetado. Eram realmente, muito agressivos e não sei porque alguém, que não tem afinidade, perde tempo em agredir um sujeito tão doce e querido como você. Mas não desista mesmo, voce escreve muito bem.

    Vou olhar os vídeos e espero que você grave mais dos áudios.

    Deus te abençoe também,
    Patrícia

  9. Patrícia · janeiro 21, 2011

    Pra quem não frequenta a igreja, como eu, dá para entender, vendo os seus vídeos, o porquê das pessoas frequentarem rs. Muito agradável ouvir você falar. Orador sincero, transparente e apaixonado. “Saí do templo” tocada. Adorei.

    Minha filha, que tinha vindo em casa almoçar, também ficou.
    “Onde é a igreja dele, mãe?” Em Niterói, respondi. “Ah, pena que é tão longe”. Nunca imaginei, acho que a última vez que minha filha foi a igreja foi no próprio batizado rs Talvez em casamentos, mas o fato é que você realmente tem o dom.

    Ainda em relação aos vídeos, mas posso te dar uma dica? O som não é bom (com exceção ao Vida Nova, Ano novo); a sua voz fica longe, se perde entre vozes, ainda que baixas, e um neném que chora/resmunga em quase todos os vídeos distrai e para mim, irrita um pouco.Desconcentra. Será que tem um jeito de editar quando “uploadear” para o site?

    Acho que estes vídeos devem ser enviados, divulgados; já mandei um deles pra a menina que trabalha comigo. É como ir à igreja, só que online; muita gente vai adorar, repassar e quem sabe, projetar você para um livro ou outra atividade que venha complementar esse trabalho evangelizador. Voce é bastante carismático. Espero em Deus que o sucesso, a vaidade e o dinheiro, que costumam corromper os espíritos mais engajados, nunca corrompa você. Deus proteja você e a sua vocação pra sempre!

    Abraço,
    Patrícia

  10. Patrícia · janeiro 21, 2011

    Pastor Leandro,

    Você vai postar os vídeos semanalmente? Foi o que me perguntaram, já repassei para várias pessoas, que gostaram muito.

    Eu tenho algumas dúvidas em relação à sua pregação, parece que a tradução das nossas Bíblias é um pouco diferente no que diz respeito às orações, e nossa visão também. Anos atrás, meu filho disse que as células tronco seriam ruins para a humanidade porque assim, podendo reproduzir todos os orgãos, as pessoas não morreriam tão cedo e o mundo ficaria super populado e de tudo teríamos escassez. Eu disse: filhote, você esqueceu das tragédias naturais? Quando elas vem, levam 100 mil, 200 mil pessoas de uma vez…tá bom, não? A da Tailândia levou 300 mil pessoas.

    Porque morrer, todos vamos. Do coração, caindo da escada, de tuberculose, são tantas as doenças e os caminhos para a morte….então, ao contrário do que você disse no sermão, sim, Deus está por trás desta e de todas as tragédias mas apenas e tão somente no sentido de cumprir com o combinado, desde o início: todos nós morreremos um dia. E o combinado não é caro nem barato, é só o combinado.

    Agora, tem sempre a beleza no meio da tragédia. O milagre. Dezenas deles. O neném de 4 meses arrancado dos braços do pai pela tsumani do Japão, aparece, intacto, sob os escombros, dias depois. Sem nenhum arranhão. Ali também está Deus a dizer; Você fica porque Eu quero assim, e não há quem possa explicar, dar sentido, por isso são chamados milagres, né? Enquanto alguns vêem na tragédia a ausência de Deus, eu vejo justamente, a presença Dele.

    Um abraço,
    Patrícia

    PS: Você desculpa as críticas feitas ao som dos vídeos, ok? Eu, particularmente, gosto quando criticam meu trabalho, mas você não me perguntou nada, logo, eu não deveria ter falado.

  11. Patrícia · janeiro 21, 2011

    Eu quero sim, que você inclua meu nome na lista de emails, agradeço.

    Nós moramos na Barra da Tijuca e somos muito “assediados” por um casal de amigos recém convertidos à Jesus (esse meu amigo vascaíno brinca comigo (porque eu retornei, meio fanática, confesso, ao “flamenguismo”) dizendo; preferia quando você era botafoguense e eu respondo dizendo: e eu preferia quando voce era kardecista rsrs).

    A maioria dos evangélicos, (como você bem disse em Liberdade e foi este vídeo que passei a eles, aos seus filhos e aos meus) entra num frenezi estranho, numa limitação absurda, então eu sempre tive medo de limitar os meus filhos em qualquer religião ou movimento. Como disse Nelson Rodrigues “Não ando em comissão, não assino manisfestos, não entro em maiorias e não participo de unanimidades.Toda a minha ação e minha obra são estritamente pessoais e individuais”.

    Não gosto dessa coisa hermética, limitada. Liberdade é o máximo, cresci livre, e odiaria limita-los em o que quer que seja. E o seu discurso vai nesta mesma direçao, acho que minha filha não imaginou que existia vida livre nesse contexto religioso. Ela sempre adorou aquelas “missas” protestantes americanas, sabe? Com aquelas músicas incríveis, mas como nossa familia é católica, acho que ela não quis chatear as avós, ou a mim, que recebi, como Jesus pediu em suas últimas palavras na cruz, a mãe Dele como minha mãe e ela, me recebeu como filha, logo, nunca consegui me apartar da idéia de que a mãe Dele tem a relevância que os protestantes modernos (o próprio Lutero não tinha esse horror todo, muito do que ele disse foi mal interpretado) da mãe de Deus. Enfim, ir a igreja é muito bom quando temos um orador equilibrado, inteligente e que deixa nosso coração leve e cheio de Deus.

    Um abraço,
    Patrícia

    PS: O site novo da Bethania está excelente, foi você quem fez?

  12. rosana · janeiro 21, 2011

    não é uma resposta e sim uma pergunta, porque nos dias de hoje os demônios se manifestam bem menos violêntos e agressivos? qual a razão desse comportamento?

  13. Rita · janeiro 21, 2011

    Leandro ,é a primeira vez que visito o seu blog eu amei tirei algumas dúvidas e continue não pare , através do conhecimento que pela miséricordia o senhor tem te dado, tem tirado várias dúvidas e é claro que o adversário não tem gostado disso e tem tentado te abater continue vai nessa tua força que o senhor é contigo

  14. Luís Rodrigues · janeiro 21, 2011

    A palavra “Satanás” em nossa cultura ganhou significado do ser espiritual que representa o mal, porém etimologicamente esta palavra nos vem do latim Satana, e do grego Satanas, e do hebraico Satan, que significam “Adversário”. Neste sentido o radical “ad” tem significado de algo que está “Junto” de nós (ex. advogado – aquele que nos acompanha para nos representar; advérbio – que são palavras que acompanham o verbo, etc.); e em adversário, “versário” vem de verso, ou seja, “o outro lado”, portanto, o adversário nada mais é que o nosso outro lado que está conosco. Logo, falar em demônios de satanás, seria falar em nossos próprios demônios, se levar em conta a etimologia das palavras, que talvez fosse o que realmente queriam os antigos dizer quando as usavam.

  15. Johng777 · janeiro 21, 2011

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