Filho custa caro?

 

O preço de não ter filhos é maior do que os gastos com eles

  

“Os filhos são herança do Senhor, uma recompensa que ele dá” (Sl 127:3)

 

Dizem por aí que filho custa caro. Não é verdade. Estou esperando o terceiro e posso dizê-lo com conhecimento de causa.

Começa que filho não custa nada para fazer. Depois, até dez ou doze meses, a criança se alimenta basicamente de leite materno e raios solares (fundamentais para ativação da vitamina D sem a qual não há absorção do cálcio reponsável pelo desenvolvimento dos ossos). Durante esse período, a única despesa regular que se tem com o pimpolho são as fraldas descartáveis; afinal, um mínimo de conforto e praticidade é necessário.

É isso. Mais tarde, os gastos se concentram em educação e saúde. Obviamente, tais gastos poderiam ser evitados se vivêssemos num país sério onde as escolas e os hospitais públicos não ofendem à dignidade humana. O mais, é comida. Neste quesito, porém, os recursos se multiplicam: onde comem dois, comem três e onde comem três, comem quatro. Até porque  arroz, feijão, frango e uns tomates não custam tanto dinheiro assim. E se os pais forem mesmo engajados ao ponto de abrirem mão de pegar um cineminha no Plaza para, de vez em quando, assistirem o filme no Shopping São Gonçalo, sobra até uma grana para incrementar a dieta da turma com yogurt, sucrilhos, geléia de mocotó e skiny.

Curiosamente, no entanto, quando falamos em criação de filhos, a primeira coisa que vem a mente das pessoas são planilhas e planilhas de excel, múltiplos extratos bancários e uma enormidade de cobranças de cartão de crédito que retratam uma realidade desesperadora de gastos que beiram o infinito. De modo semelhante, a expressão planejamente familiar evoca logo uma gama de perguntas enlouquecidas ligadas à economia doméstica: o que eu precisarei comprar para sustentar um filho? E se forem dois? Quanto irá custar? O dinheiro vai dar? Não seria mais viável eu desistir da idéia de ser pai ou mãe e trocar de carro?

De onde vem essa paranóia? Por que agimos assim?  Eis aqui o meu palpite: agimos assim em virtude de nossa mentalidade consumista. Estamos tão expostos a cultura do hiperconsumo que passamos a enxergar todas as esferas de nossa vida desde essa perspectiva da aquisição permanente de bens diversos sem os quais a sobrevivência se torna inconcebível. Hoje mesmo tive um exemplo emblemático do modo como a mentalidade consumista opera. Saindo do banco, encontrei na rua uma amiga que está grávida, esperando seu segundo filhinho:

– E aí? Quanto tempo…

– Pois é, estou grávida de novo. Três meses.

– Puxa, que legal! Karine e eu também estamos esperando mais um filho. É nosso terceiro menino.

– Sério?! Que loucura!!! Vocês vão ter que se mudar, né? Eu já estou procurando outro apartamento maior para mim.

Nos despedimos. Ela saiu para um lado e eu, perplexo, saí para o outro. Comprar um apartamento maior??? O que será que leva alguém a pensar que o nascimento de um bebê que mede cerca de 50 cm e pesa por volta de 4kg requer a compra de um apartamento maior? Minha esposa está prestes a dar à luz um bebê humano e não um filhote de dinossauro! Bebês são seres tão pequeninos que cabem dentro da pia da cozinha. Qual a necessidade real de comprarmos um apartamento maior, com um quarto a mais em função da chegada de uma criaturinha tão minúscula?

Aqui reside o problema. Mergulhamos tão fundo nessa loucura consumista que, antes mesmo da criança nascer, já estamos gastando dinheiro comprando enxoval, decorando o quarto, mudando de carro e até de apartamento. De outro lado, quem se preocupa em ler um bom livro sobre criação de filhos? Quantos procuram uma terapia para se tratar a fim de serem melhores pais e mãe para o bebê que irá nascer? Quantos pensam como podem reduzir sua carga horária a fim de estarem com o filhinho que tanto precisará deles? Quantos oram por seus filhos enquanto estão sendo gestados?

Esse é o lado trágico de tudo isso. Confundimos preparação para a chegada do bebê com gastos absurdos e supérfluos. Todos bem o sabemos: criança não precisa de quarto exclusivo nem de enxoval importado. Não precisa de apartamento de luxo nem de minivan com DVD acoplado no teto. Criança precisa é de pai e mãe presentes. Ou, na ausência deles, de adultos saudáveis e interessados, que brinquem com elas, lhes deêm afeto, cuidado e orientação. Tudo mais será supérfluo se isso faltar .

O ponto dessa longa e apaixonada reflexão é o seguinte: filho não é caro. Caro é o preço que se paga para criar filhos segundo o projeto da mentalidade consumista. Caro é o pecado da hiper-sofisticação. Pois como gosta de dizer um amigo querido: “sofisticação é um caminho sem volta”. Uma vez que o escolhemos, é muito difícil voltar atrás. De outra parte, quando mais avançamos nesta estrada, mais sacrifícios nos são exigidos. Inclusive esse: abrir mão de uma das maiores alegrias da vida que é ter a casa cheia de rebentos.

Esse preço, embora não apareça nas planilhas de excel, é bem mais alto do que os gastos realmente indispensáveis para se criar um filho. Ou dois. Ou muitos.

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64 comentários sobre “Filho custa caro?

  1. No momento em que eu e minha esposa estamos planejando nosso primeiro filho esse texto foi uma benção.

    Sensacional, a clareza de idéias e a sensatez das palavras do Pastor Leandro não param de me maravilhar, além é claro, do fato de se abordar fatos cotidianos através de uma visão muitas vezes ousada, mas completamente objetiva.

    Esse é o tipo de abordagem desse tema que as pessoas tem medo de fazer, entre outros motivos, para não serem “tachadas” como reacionárias perante a ordem reinante.

  2. Muito boa as suas palavras!! Conheço pessoas que gastam fortunas com o enxoval e deixam os filhos em frente à TV ou dentro do “chiqueirinho”, brincando sozinhos.
    Tenho uma filha de 8 meses e optei por abandonar o meu emprego para ficar com ela. Não me arrependo. Nada é mais importante do que ver o sorriso e o bem-estar dela.

  3. Olá Leandro!!!
    Falou e disse meu “cumpadi”. O povo tá complicando por demais as coisas e tirando o foco do que realmente importa. Se seu palpite está no consumo, o meu palpite está na fuga…fuga de ter que realmente se envolver …..como a lógica do mundo já está a muito distorcida parece-nos correto afirmar o que sua amiga disse no dialogo!!! Eu não sei como é ou foi a vida para todos os irmão que te leêm…mas um pouco de dificuldade nos ajuda a relativisar esses episódios da vida.
    Para quem cresceu com pouco(nem todos) o muito é demais, para quem cresceu com muito (nem todos)nada basta, sempre vai faltar….pra encrementar toda distorção, tem uma baita maquina de produzir desejos que todos os dias, toda a hora em todos os lugares, bombardeia-nos!!!!

  4. Queridos
    Meus pais tiveram treze filhos e sou o décimo. É verdade que houve multiplicação, pois duas vezes foram gêmeos. Morávamos numa casa de três quartos, niguem ficou frustado por isso. Cresci assim. Não consimíamos como hoje com toda sorte de coisas supéfluas incluindo casa de praia e carro novo.
    Aprendi muito, por isso levei 28 anos para trocar de apartamento e dez anos de carro.Continuo muito feliz e grato a Deus pelas alegrias de todos estes anso de baixo da Graça bendita do Senhor. Filho nunca custou caro e só me me abençoou.Glórias a Deus.

  5. Os pais, normalmente, querem dar o melhor aos seus filhos. Ou pelo menos aquilo que receberam de seus pais. Semana passada saiu um ranking com as melhores escolas do país. Em primeiro lugar, sempre, Colegio São Bento, cuja mensalidade passa dos mil reais (seja em que nível for). Não precisamos do melhor, mas o que está em 47 lugar, Colégio Santa Monica em São Gonçalo, custa em média, para o Jardim 1 (!!!) 300 reais.

    Se consideramos só educação de qualidade (é relativo) para seis filhos, já seria um dinheirão. Sem contar os desdobramentos da educação (cursos de idiomas, ou aula de música, por exemplo).

    Saúde de qualidade (médico e dentista) idem, se considerarmos também uma atividade esportiva ou terapia, que voce cita em seu texto como necessário, e o “mínimo de conforto e praticidade”. Imagina 6 filhos a fazerem tudo isso? Ou apenas isso; educação e saúde?

    E aqui não falamos em uniformes, material escolar, calçados, roupas e os tradicionais supérfluos; brinquedos para o Natal, para o aniversário, socialização, etc etc etc…Sim, para alguns, filho custa caro e demanda planejamento de longo prazo.

  6. Faaaaaalaaaa, Leandro!

    Parabéns pelo blog! Você escreve muito bem.

    Desejo muita saúde e felicidade para você, Karine e os três pimpolhos!

    Se me permite um comentário, existe gente que não possui vocação (sim, esta é a palavra) para ser mãe ou pai. Ainda que fossem tão ricas quanto Bill Gates, não querem ter filhos. Assim, evitam a maternidade ou a paternidade simplesmente porque não desejam dedicar suas vidas a criar crianças.

    Está em franca expansão no mundo o movimento childfree, composto por pessoas solteiras e casais, que opta pela vida sem filhos. No Brasil mesmo já há numerosos adeptos desse modus vivendi.

    Abraços! Adoro os seus textos!

  7. Eu faço parte do movimento Childfree. Faço parte inclusive de um clube internacional composto somente por pessoas Chidfrees. Jamais terei um filho, e minha família tem dinheiro. Não vou para as reuniões no exterior porque ganho a passagem: vou porque tenho condições de pagá-las. Eu caio no exemplo do ”Bill Gates” que escreveram logo acima. (estamos longe de ter a fortuna dele, hahaha, mas o exemplo procede).

    Mas isso não quer dizer que eu deseje mal a quem quer tê-los. Eu simplesmente não quero ter, por milhares de razões que não caberiam aqui dentro. Mas cada um é cada um, e pra quem quer ter, eu desejo que sejam tão felizes e realizados quanto eu sou. Quando a gente é feliz de verdade a gente não sente prazer em desejar o mal alheio, pelo contrário: nós queremos ver todos felizes iguais a nós.

    Por isso te digo: mesmo sendo uma escolha totalmente diferente da minha – por exemplo – eu espero que vc continue sendo mto feliz com sua escolha.

  8. Considero o texto totalmente utópico, feito por alguém que deve viver num mundo de fantasia, totalmente à parte da realidade de nosso país.

    Eu e minha esposa somos childfree. Não apenas por questões financeiras, mas simplesmente reconhecemos que não temos vocação para sermos pais. Somos egoístas? Com certeza, somos menos egoístas do que aqueles que enchem a casa de filhos e depois ficam dependentes do bolsa-família, bolsa-isto e bolsa-aquilo. Num mundo em que a população já se aproxima do sete bilhões, é loucura colocar mais filhos, o que gera uma pressão ainda maior sobre os recursos naturais de nosso planeta.

    Somos evangélicos também e nunca questionei as passagens biblicas que falam da bênção e importância de termos filhos. Mas tudo isso fazia parte do contexto da época. Nos tempos bíblicos, o nosso planeta tinha uma população pequena, a mortalidade infantil era alta (os casais tinham vários filhos na esperança de que alguns deles, pelo menos, chegassem à idade adulta), não havia aposentadoria e/ou previdência social (os filhos é que cuidavam dos pais em sua velhice). Desde cedo, as crianças já ajudavam nos trabalhos do campo (mão de obra extra) além de os gastos com educação e saúde serem insignificantes, já que a sociedade da época era bem menos complexa do que a atual. Sem contar que era muito mais fácil educar os filhos, incutindo neles os valores da família, já que os meios de comunicação eram precários, os que facilitava a não exposição dos filhos às influências externas indesejáveis. Ou seja, naquela época, ter muitos filhos era uma atitude sensata e sábia.

    Para o autor do artigo, é fácil falar que é barato criar os filhos. Com certeza, a igreja em que ele pastoreia deve pagar um excelente salário, sem contar os benefícios indiretos, tais como moradia, ajuda de custo para combustível, escola particular para os filhos, etc. Não que não mereça tais benefícios, mas acho que ele não percebe que a maioria das pessoas devem pagar tais coisas do próprio bolso.

    Na minha cidade (Belo Horizonte), a mensalidade de uma escola de boa qualidade ronda no mínimo uns R$ 700 ou 800, sem contar os gastos com material escolar e transporte para os filhos. E sei que em SP e no RJ os custos são ainda mais altos. Ahh… cada livro didático custa mais de R$ 100,00. Um bom plano de saúde também é muito caro. Educação e saúde públicas??? kkkkkkkk… Aqui no Brasil nós não temos. Em MG, por exemplo, é raro passar um ano sem que os professores das escolas públicas entrem de greve, por causa dos baixos salários e das condições precárias de trabalho. Escola mais barata? Aqui na minha cidade existe sim. Muitas delas são as PP (pagou, passou). Não, obrigado. Se eu tivesse filhos, iria querer o melhor para eles.

    É claro que existe alimentação, vestuário e lazer. Onde comem dois, comem 3 ou 4? Ridícula esta afirmação? Quem fala isso não tem noção de quanto está custando um quilo de carne (que já passou dos R$ 15) ou de feijão. Aliás, quanto às fraldas descartáveis, que foi citada, uma criança, em seu primeiro ano de vida, gera um gasto entre R$ 120 e 150 por mês só com fraldas. Sabia que isso representa mais de 1/5 do salário mínimo em nosso país???

    Quanto à moradia, uma criança demanda espaço sim, especialmente quando começa a engatinhar e andar. Ou alguém acha que ela ficará no berço para sempre??? No meu entender, a criança precisa de espaço para brincar, ainda mais nas grandes cidades brasileiras, em que se tornou uma temeridade deixar as crianças soltas nas ruas.

    Também foi tocada a questão da atenção às crianças, em participar do crescimento delas, para que se tornem adultos bem ajustados. Concordo! Entretanto, tanto eu quanto a minha esposa trabalhamos fora. Só o meu salário não daria para sustentar uma casa com filhos. E se for para deixar uma criança na creche ou hotelzinho, ou nas mãos dos avós (o que acho errado), é melhor nem ter filhos. E por falar em creche ou hotelzinho, já que o poder público não as oferecem em quantidade suficiente, é mais uma despesa a ser computada.

    Não estou falando luxos, mas sim de coisas necessárias para que uma criança tenha uma vida digna: alimentação, educação e saúde de qualidades, vestuário e lazer. E somente isso custa muito caro sim aqui no Brasil, ainda mais considerando que a maior parte da população vive com uma renda familiar abaixo de R$ 1000 por mês.

    Meus pais tiveram muitas dificuldades para criar a mim e a meu irmão. Estudei em escola pública e numa faculdade pública (já que não teria condições de pagar uma particular). Eu e minha esposa estamos conseguindo progredir aos poucos. Quando casamos, não tínhamos nada. Somente os móveis e as coisas da casa. Em pouco menos de 8 anos de casados, conseguimos comprar (e quitar) nosso apartamento, conseguimos comprar à vista nosso carro e gostamos muito de viajar em nossas férias para lugares diferentes, em baixa temporada. E temos muitos planos bem ambiciosos, que com muito trabalho e economia conseguiremos realizá-los. E nada conseguimos de mão beijada. Tudo é fruto de nosso esforço. Somos muito felizes com nosso estilo de vida e posso dizer com convicção que não nos arrependemos de não termos filhos. Inclusive, já fiz até a vasectomia, para evitar “acidentes”.

    Filhos? Não, obrigado. Entendo que a maternidade ou paternidade é uma vocação e só deve exercê-la quem a possui. Como não é o meu caso e nem da minha esposa, dispenso tal tarefa.

  9. Ah, vc é pastor, nem precisa trabalhar para sustentar os filhos, os fiéis colaboram com a grana, você só entra com o esperma e sua esposa com o óvulo.

  10. “O preço de não ter filhos é maior do que os gastos com eles ”

    Cara, na boa, você tem algum distúrbio mental ou é pilantra mesmo?

  11. “Minha esposa está prestes a dar à luz um bebê humano e não um filhote de dinossauro! Bebês são seres tão pequeninos que cabem dentro da pia da cozinha. ”

    Aproveite e deixe o triturador ligado.

  12. Caro leitor,

    gostaria de te agradecer pelo tempo gasto com o texto que escrevi. Pelo número de comentários e a intensidade de cada um deles, percebo o quanto o conteúdo do texto te afetou. Fico feliz. Afinal, é para isso que escrevemos. Aproveito para dizer que há outros quarenta e tantos textos no blog que você também pode ler se desejar. Seus comentários são muito bem-vindos. Continue enviando-os. Muito obrigado.

    Paz.
    Leandro

  13. “O preço de não ter filhos é maior do que os gastos com eles ”

    Cara, na boa, você tem algum distúrbio mental ou é pilantra mesmo?
    [2]

  14. Vamos pensar um pouco… você afirma que filhos não são caros, e apresenta argumentos muito facos, sem embasamento algum. Dá a entender, através do seu texto, que criar porcos e filhos é a mesma coisa: basta alimentá-los e pronto…

    Se bem que porcos são mais úteis, rendem um churrasquinho legal.

  15. Querido Leandro,

    respeito sua fé, sua igreja e seu trabalho.

    Nao li todos os textos de seu blog ainda, mas com certeza lerei.

    Por enquanto eu li apenas esse texto sobre Filhos e Família, e desculpas pela minha sinceridade mas esse texto nao é sério, nao é real, é uma ilusao e nao corresponde à realidade da maioria das pessoas que vivem no Brasil. Nao sei qual o tipo de fiéis que frequentam a sua igreja, se sao de classe média ou nao, se tem escolaridade ou nao…. nao sei.

    Mas o que eu sei é que esse texto pode conduzir pessoas ao erro. Dizer que ter filhos nao custa caro contradiz todos os estudos já realizados por economistas e profissionais desse ramo. Contradiz também tudo aquilo que observo e ouco de pais que desejam dar o mínimo de educacao, cuidados médicos e alimentacao para os seus filhos.

    O ideal seria voce reler o seu próprio texto e refletir novamente sobre tudo o que escreveu. Voce como pastor tem grande influencia na vida dos fiéis que frequentam a sua igreja, entao ao escrever um texto, escreva com inteligencia. Nao escreva bobagens. Pense, pesquise e reflita antes de escrever um texto com conteúdo apelativo como este.

    1. Cara Gabriela,
      obrigado por seu comentário. Ele é lúcido, franco e educado. Nem sempre as pessoas conseguem se colocar dessa maneira. Quanto ao texto em si, trata-se de uma provocação, pois é evidente que filho custo caro. Tenho 3 e os gastos para mantê-los com dignidade e um mínimo de conforto são imensos. Ao contrário do que muitos imaginam, a enorme maioria dos pastores não ganha salários acima do que talvez seja a média do trabalhador brasileiro. Confesso que não é o meu caso. De outra parte, sei que não ganho melhor – ou sequer igual – a inúmeros outros profissionais com uma formação como a minha: mestrado, fluência em idiomas, vivência no exterior… Esse é mais ou menos o perfil da minha comunidade. Obviamente, esse é o universo que tenho em mente quando escrevo. E esse texto em particular nasce da tristeza de ver tanta gente que gostaria de ter filhos desistir da idéia por imaginar que não terão condições de colocá-los na melhor escola da cidade, enviá-lo para fazer intercâmbio na Europa aos 15 anos, e ainda manter o padrão de vida que tem hoje quando não tem filhos. Ora, quem disse que filho necessita da melhor escola? De intercâmbio no exterior, etc? Essas idéias nascem de uma sociedade demasiadamente preocupada com o aspecto competitivo da vida. Mas, no meu entender, isso é um equívoco. De que adianta competência profissional quando se é incompetente emocionalmente? Quando não se sabe dialogar, divergir, respeitar a opnião do outro? Criar filhos, me parece, que tem a ver com a formação de pessoas de bem – homens e mulheres que amam a vida, respeitam o semelhante e estão equipados emocionalmente para aprender e se aperfeiçoar. Nada disso pressupõe a escola mais cara… Enfim, para a maioria de nós, ter filhos implica sim dar uma apertada no orçamento, relativizar aos conceitos e mudar um pouco o padrão de vida. Mas vale a pena. Vive-se de forma mais simples, porém com mais alegria e realização. Não creio que nada disso seja bobagem…

      1. Será que é pq ele já colocou o nome no início do comentário dele? Ninguém é obrigado a usar o nome verdadeiro na internet. Eu mesma não estou usando o meu.

  16. Caríssimo pastor de merda, procriador experiente cujos espermatozóides imploram pelo milagre da fecundação, se ainda não sabes, esclarecerei-lhe o seguinte: a religião fez muito mal ao seu cérebro de minhoca. Sou ateu, childfree e muito bem de vida, logo percebe-se que eu uso o cérebro, ao contrário de você, que ao invés de usá-lo para coisas úteis, prefere fuder a esposa sem camisinha porque um suposto Deus condena o uso do preservativo e dá valorações absurdas a seres humanos, que na realidade não passam de carne e ossos ambulantes.

    Você ganha bem, eu sei. Enganar as pessoas é fácil, e arrancar dinheiro de ignorantes vulneráveis é mais fácil ainda. Mas há um probleminha no seu texto: ele não consegue enganar pessoas sensatas providas de argumentos plausíveis. Você é uma pastor de merda que engana pessoas fragilizadas e arranca dinheiro delas. É esse o ensinamento que você quer passar para os seus filhos? Lamentável, meu caro Watson, simplesmente lamentável.

  17. Eu sou escritor performático, nascido em Niterói e residente em São Gonçalo, sou solteiro e semfilhos (childfree) convicto e desde os 16 anos quero fazer vasectomia, agora aos 27 anos poderei realizar o investimento nessa cirurgia. Nunca transei sem preservativos mesmo com insistência de namoradas pois além de temer DSTs eu tenho aversão à paternidade pois sei que para ser pai é preciso ter estruturas (emocional e afetiva, financeira e material, axiológica e cultural e genética) e planejamento. Até creio que por volta dos meus 35 anos eu já consiga ter toda a estrutura necessária para ser um bom marido e bom pai, mas eu simplesmente não noto nenhuma vantagem em ter família, respeito quem tenha família e zele por ela, mas tenho objetivos individuais dos quais não quero me desviar.
    Sou ateu, mas mesmo quando era cristão eu já pensava que minha felicidade se baseava em viver um estilo de vida solitário. Espero que seja feliz mesmo e que sua família tenha mais estrutura, pois infelizmente muitas famílias ditas como felizes são pura fachada.

    Tem gente que vem me dizer para eu mudar de ideia dizendo que sou bom filho e que serei também bom marido e bom pai, assim como essas mesmas pessoas usam frases e pensamentos de estímulo à procriação, mas sou convicto de minhas decisões e tenho motivações sensatas e maduras para escolher não ser pai. Existem formas diferentes de ser feliz e todos tem direito de escolher o melhor para si desde que essas decisões não se baseiem em causar o mal aos demais. Sinto que serei muito mais feliz em morar só e sem ter esposa e filhos, pouca gente viveria bem assim, mas a felicidade é algo individual e íntimo e montar família não é garantia de felicidade já que tantas famílias são desestruturadas e vivem de aparências

    Já briguei com namoradas por elas desejarem casar e ser mães, mas sou irredutível em meus ideais há anos e esses mesmos anos reforçaram ainda mais meu plano em viver solitário. Sou solitário e desde pequeno imagino-me morando só pro resto da vida, posso até ter uma companheira já que sou heterossexual e sinto desejo por mulheres, mas sou atual e gostaria de ter uma companheira que tenha vida separada da minha. Para evitar problemas com meu estilo de vida eu tenho buscado me relacionar com mulheres que não desejam ser mães.

    Concordo com tudo que o João Marcos disse sobre esse texto e respeito sua decisão em ser pai, mas dizer que criar bem os filhos é barato e fácil é uma mentira sem tamanho. Procriação massiva só era útil em tempos antigos em que não existia tecnologia, higiene, qualidade de vida, desenvolvimento individual avançado e outras modernidades. Na sua posição de pastor você tem postura de formador de opinião e é perigoso estimular pessoas de mente pequena a ter filhos sem estruturas e planejamento, pois os filhos que a sociedade produz em excesso geram danos imensos para o planeta e para a sociedade.

    …………

    Mensageiro Obscuro

  18. Já briguei com namoradas por elas desejarem casar e ser mães, mas sou irredutível em meus ideais há anos e esses mesmos anos reforçaram ainda mais meu plano em viver solitário. Sou solitário e desde pequeno imagino-me morando só pro resto da vida, posso até ter uma companheira já que sou heterossexual e sinto desejo por mulheres, mas sou atual e gostaria de ter uma companheira que tenha vida separada da minha. Para evitar problemas com meu estilo de vida eu tenho buscado me relacionar com mulheres que não desejam ser mães.

    Concordo com tudo que o João Marcos disse sobre esse texto e respeito sua decisão em ser pai, mas dizer que criar bem os filhos é barato e fácil é uma mentira sem tamanho. Procriação massiva só era útil em tempos antigos em que não existia tecnologia, higiene, qualidade de vida, desenvolvimento individual avançado e outras modernidades. Na sua posição de pastor você tem postura de formador de opinião e é perigoso estimular pessoas de mente pequena a ter filhos sem estruturas e planejamento, pois os filhos que a sociedade produz em excesso geram danos imensos para o planeta e para a sociedade.

    Té!

    Mensageiro Obscuro

  19. Leandro, eu imaginei que voce na verdade possa nao ter se expressado da melhor maneira no texto.

    Concorco com voce que o universo consumista induz às pessoas à comprarem mil coisas e servicos muitas vezes desnecessários na criacao de filhos.

    Também acho palhacada como algumas pessoas tratam o ato de trazer um filho ao mundo com um objetivo de mostrar status. Por exemplo, comprar para uma crianca de 1 ano roupas de estilistas famosos e caros, comprar mil brinquedos desnecessários, fazer um enxoval imenso com coisas trazidas da Europa e EUA, etc,etc….. nesse ponto concordo plenamente com voce.

    Mas minha crítica está relacionada ao fato de algumas pessoas interpretarem o seu texto de uma maneira errada. Eu acho perfeitamente possível uma pessoa que nao tem uma boa condicao financeira ler o texto intrerpretá-lo ao pé da letra e pensar que nao custa nada ter filhos, que nao vai mudar nada no orcamento.

    Voce já deve ter reparado que a maioria das pessoas que nao tem boas condicoes financeiras tem muitos filhos. Aliás é visível o fato de que quanto menos renda uma pessoa tiver, mais filhos ela terá, essa é uma realidade Brasileira. Nas favelas a média de filhos por família é imensa, igual ao número de países Africanos. Já em bairros de classe média o número de filhos por família é igual aos índices europeus.

    Para melhorar a condicao de vida das pessoas pobres, eu acredito que seja necessário uma conscientizacao, e um planejamento familiar. E infelizmente o texto que voce escreveu pode justamente induzir pessoas pobres a terem ainda mais filhos.

    Espero que voce tenha entendido a minha opiniao. Eu achei o seu texto um pouco polemico já que pode indiretamente influenciar pessoas pobres a terem filhos por acharem que nao irá alterar o seu orcamento. Para uma pessoa pobre e sem escolaridade é fácil interpretar o seu texto de forma errada.

  20. Adorei a lucidez da Gabriela Paulsson, realmente, um pobre diabo ignorante pode ler este texto e imaginar que filho é mais barato que uma caixa de fósforos.

  21. Se o texto era uma provocação e você, ao contrário de tudo que escreveu, quis dizer justamente o contrário, tem que melhorar a comunicação porque não pareceu provocação e voce soube justificar muito bem cada argumento. (“Estou esperando o terceiro e posso dizê-lo com conhecimento de causa.”)

    A gente não deve ter posições diferentes dependendo do público que nos ouve, ou neste caso, nos lê. Neste assunto seríssimo, o texto deveria valer para todos.

    Também não é correto voce ter tido ” uma formação como a minha: mestrado, fluência em idiomas, vivência no exterior” achar que outros não precisem “da melhor escola? De intercâmbio no exterior, etc ” quando voce mesmo os teve…Todos deveriam ambicionar esta mesma sorte pros seus filhos.

    Claro que formação acadêmica, mestrado e doutorado nunca garantiram sucesso financeiro a ninguém, ao contrário, as 20 pessoas mais ricas do mundo sequer tem formação acadêmica, mas nós queremos e voce também há de querer que seus três filhos (e a menina, não vem? rs) tenham também uma sólida formação.

    Entendo quando voce fala da “tristeza de ver tanta gente que gostaria de ter filhos desistir da idéia por imaginar que não terão condições de colocá-los na melhor escola da cidade…” eu mesma sempre aconselhei as minhas primas a terem filhos, sou uma mãe felicíssima, mas disse-lhes também da importância delas terem ou ajudarem seus pares na consolidação das finanças familiares porque, não sei como andam as coisas na sua casa, mas normalmente “na casa que falta pão, todos brigam e ninguém tem razão”.

    Uma casa sem conforto (claro que não é o seu caso, que tem até iphone) provoca frustrações, angústias, ansiedades, cobranças que levam a brigas, questionamentos e nem todas as famílias conseguem suportar.

    Agora tem uma coisa intrigante e eu gostaria que voce respondesse: por que voce acha que para ser bem sucedido é preciso ser infeliz? Ou associa competência profissional à incompetencia emocional? (‘De que adianta competência profissional quando se é incompetente emocionalmente’).

    Saiba, Leandro, que é perfeitamente possível ter as duas coisas: competência profissional e emocional, dinheiro e felicidade, conforto e alegria. Não são excludentes at all, pode acreditar.

    Um abraço,
    Patrícia

    PS: Se voce puder tirar os posts com palavrões deste ygarg que não se identifica, é melhor. Muito agressivo, faz mal a quem lê.

  22. Patrícia querida. Vou tentar te dar um retorno por partes:

    1. A provocação a que me referi diz respeito a forma passional com que escrevi e não ao conteúdo do que disse, pois sigo crendo que criar filhos não é necessáriamente caro. Digo, é caro sim, custa dinheiro sim, obriga sim a uma revisão no orçamento, mas não é tão caro a ponto de nos fazer desistir da paternidade/maternidade – não ao menos no contexto dentro do qual estou inserido. Sinceramente, um casal de classe média com uma renda familiar suficiente para viajar para o exterior uma vez por ano não precisa desistir de ter filhos com base nesse argumento. Todo o ponto do texto se resume nisso: viva de forma um pouco mais simples e tenha os filhos que deseja ter. Vale a pena. Sua vida será muito mais rica.

    2. Com relação a educação: meu pais vem de famílias muito pobres. Lutaram com dificuldade e venceram. Eu e meu irmãos fomos criados num ambiente seguro, numa boa casa, mas não tivemos luxo. Sempre andamos de carro velho e embora tenhamos estudado em boas escolas, nunca estudamos na melhor, na mais cara. Fiz faculdade e mestrado sem pagar por ter conseguido bolsas de estudo. Aprendi a falar, ler, ouvir e escrever em outros idiomas já adulto. Vivi, estudei e trabalhei no exterior já adulto também. Creio que sou um bom exemplo de como uma formação decente na infância e adolescência são suficientes para uma vida profissional bem-sucedida. Tenho criado meus filhos com base nessa convicção. De fato, meus filhos estudam na escola mais barata entre aquelas consideradas de bom nível em Niterói. Ela custa 3x menos que a tida como a melhor. Confesso que já caí na tentação e por um ano mantive, à época, meu filhinho mais velho naquela seria “a melhor escola”. Depois caí em mim: não tenho condições de pagar R$ 1.500,oo de escola para uma criança de 4 anos! Simplesmente, não tenho. E hoje, mesmo que tivesse, não pagaria. Não vale a pena. Só para dizer que meus filhos estudam naquela escola? Para dar a entender que “pertenço” a uma suposta “elite”? A grade curricular de ambas as escolas é a mesma. O que pode ter de tão melhor naquela outra escola? Honestamente, a única diferença que vejo é a seguinte: aquela é uma escola fechada a qual, supostamente, apenas os filhos da classe dominante tem acesso. Que bem isso pode fazer para os meus filhos?

    3. Parece-me óbvio que competência profissional e saúde emocional não são realidades excludentes. Na prática, no entanto, é difícil verificar pessoas que realmente reunem ambas as qualidades.

    4. Conforto é bom. E eu seria hipócrita de dizer que não o busco em alguma medida. Porém não sei se é algo necessário? O que de fato “necessário” significa?

    5. Quanto aos palavrãos do yrag, pensei também em retirá-los pois realmente ferem quem lê, mas optei por não cercear-lhe a liberdade de expressão. Sabe, as pessoas às vezes agem assim, pois não tem condições de fazerem melhor do que isso. Se tiro isso dele, o que sobrará? Na vida é assim, cada um dá o que tem.

    Obrigado por dialogar comigo a despeito de nossos pontos-de-vista serem tão diferentes na maioria das vezes. Seus comentários me ajudam a pensar e crescer.

  23. “Se tiro isso dele, o que sobrará? Na vida é assim, cada um dá o que tem.”

    Hahahhaha, você costuma dizer isso aos fiéis, né?

    “Povo abençoado, doem o dízimo, cada um dá o que tem.”kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

    Palhaço…

    1. Caro amigo,

      escrevo para te pedir perdão. A observação que fiz sobre sua pessoa é reducionista e desleal além de totalmente desnecessária. Eu deveria tê-la guardado para mim. Não tenho o direito de julgar uma pessoa que sequer sei o nome com base em duas ou três palavras que ela escreve. Você certamente é alguém muito mais complexo do que suas palavras fazem transparecer e, ainda que não fosse, é uma pessoa a quem Cristo ama e a quem devo amar também. Devo-lhe respeito e com respeito te tratarei. Perdoe-me o destempero. Não acontecerá outra vez.

      Paz de Jesus.
      Leandro

  24. Eu não uso meu nome original por já usar meu nome artístico para expressar meus pensamentos e sentimentos, já o nome original eu uso para fins profissionais usando máscara social pois sou enfermeiro e sou muito diferente dos meus colegas, logo prefiro que eles não conheçam quem sou e o que sou. Como pessoa sou seletivo, faço poucos e bons amigos pois não combino com quase ninguém, isso era um problema quando eu não me amava e não me aceitava, mas superei esses problemas e me sinto ótimo.

    Certas pessoas não entendem diversas coisas (já tive problemas no início da faculdade por conta de uma moça que deturpou coisas que eu disse e tentou destruir minha carreira) e por conta disso criam confusões com pessoas fora dos padrões, logo quando oculto meu nome real eu crio uma defesa para minha vida pessoal. É complexo, mas funcional.

  25. Os filhos nos ajudam a prosperar se estivermos dedicados e dipostos a dar-lhes mais do que recebemos dos nossos pais (e só assim; doutra feita, só empobreceremos ao sustenta-los).

    Quanto a escola, só não coloquei meus filhos na melhor (São Bento) porque era (e ainda é) muito longe da minha casa. Optei por uma construtivista que, apesar de cara era ruim, e deixou-lhes um vácuo, que teve que ser preenchido com um segundo grau ainda mais caro (PH, nós não podíamos, mas fazíamos sacrifício e sinceramente? Valeu a pena!).

    Foram para a PUC, a mais velha (22) já está formada e já tem a própria agência (está totalmente independente) e o mais novo (20) quer fazer cinema, e também ter a própria produtora…vamos ver. São pessoas felizes, amigas, engraçadas, brincalhonas, inteligentes…são duas “crianças” de ouro….com a graças de Deus!

    Quanto ao convívio, meu pai sempre disse (quando nós éramos pequenos, ele nao tinha condição) que se colocássemos nossos filhos em escolas de elite, eles se relacionariam com a elite e quando crescessem, teriam mais oportunidades porque seus amiguinhos de escola seriam ministro de estado, desembargadores, presidentes de empresa, juízes, gente que forma opinião…essa gente, infelizmente, não está nas escolas mais pobres, portanto, este seria o “bem” que você faria a eles…Bill Gates não se formou, mas estudou em Harvard. Não é regra (como disse antes, graduação não garante sucesso financeiro) mas…

    Seus filhos são bem pequenos ainda, este assunto é precoce mas eles crescerão. E o mundo mudou, não é mais o mesmo dos seus pais, nem o meu, nem o seu e dos seus irmãos. Novas tecnologias, novas demandas de um mundo que eles farão parte, a gente achando “consumismo” ou não.

    Meu filho, aos 14, 15 anos, estava tirando notas ruins na escola. Eu o alertei apenas uma vez. Na segunda, quando entrou no quarto, estava sem ar condicionado, sem tv a cabo, computador, internet banda larga, sem jogos eletrônicos, ipads, iphones, etc….um quarto bem franciscano. Quando ele veio perguntar o que tinha acontecido, falei: Quer ter resultados medíocres? Então vá se acostumando com uma vida medíocre, porque todas essas coisas que você adora e te trazem conforto, custam muito caro. Não precisei alerta-lo novamente. É excelente aluno (minha filha também foi).

    Os dois adoram viajar…Europa, EUA, América do Sul, tanto ainda por conhecer neste mundo tão imenso…isso já faz parte da vida deles (mesmo que nao tenha feito parte da minha vida) eles já tem as viagens como algo que TERÃO que fazer…novas paisagens, culturas, idiomas, isso é maravilhoso, é como se fosse uma melhoria da “espécie”, sabe? No mais maravilhoso dos sentidos.

    Bobagem sua dizer: “Na prática, no entanto, é difícil verificar pessoas que realmente reunem ambas as qualidades”…não conheço suas vivências, mas sou um exemplo do que digo e conheço VÁRIAS pessoas muito bem sucedidas financeiramente e que são bem felizes, com filhos bem ajustados, todos muito unidos, cujo convívio é excelente. Sem falar no fato de nós dois, cujos pais “Lutaram com dificuldade e venceram” e “Eu e meu irmãos fomos criados num ambiente seguro” temos OBRIGAÇÃO de dar-lhes mais pois a herdamos.

    Agora, para falar do que é necessário ou não, supérfluo ou não, fútil ou não…somos todos tão diferentes…posso dar um exemplo; ha cerca de 3 anos meu marido, com a sinceridade que lhe é peculiar, (eu adoro pois detesto assunto tabu!) disse que eu estava gorda e que isso não o deixava feliz, ao contrário, o incomodava muito e que, para o bem do nosso casamento, eu deveria emagracer.

    SE eu tivesse disciplina, SE eu tivesse força de vontade, SE eu tivesse auto controle, SE eu não comesse compulsivamente ou SE eu fizesse ginástica, eu emagreceria. SE. Acontece que eu não tinha nenhuma dessas características então contratei uma personal trainer que chegava (e chega até hoje, 4 vezes por semana!) aqui em casa e em minha pequena academia, passa o rodo nas calorias que minha compulsividade não consegue evitar. Passados 3 anos, meu marido passa por mim, me dá um tapinha e diz: tá sarada, hein, mulher!?”.

    É fútil ter personal trainer? E prótese de silicone? É? Responde você…

    Obrigada também, pela mesma razão! rs

    PS: Não são os palavrões que me incomodam, eu particularmente, adoro palavrão (odiava o Sillas porque, evangélico, não podia falar palavrão (onde foi mesmo que Jesus disse isso???) ele dizia na beira do campo ao Petkovic, quando este passava exaurido e errava a entrada da bola: “Pooooxa, Pet! ” Que ódio… rsrs Se eu estivesse dentro de campo, dava-lhe uma porrada que ele ia ver só! rs

    O que detesto neste caso aqui é a agressividade totalmente gratuíta e principalmente, o anonimato que não nos permite reagir, pois se fosse pessoalmente era um risco que eu gostaria de vê-lo correr, mas virtualmente, tudo é possível, né? Deixemos pra lá, mas por favor, modera o cara. Essa democracia aí, com ele te chamando de palhaço, já deu…! rs

    1. Caríssima procriadora, o que lhe incomoda é a democracia virtual e as gordurinhas a mais, certo?

      Pois a mim o que incomoda são pessoas que enriquecem através da fé e fragilidade alheias, tais como os pastores. Ou você acha que pastores são criaturas honestas que não pegam um centavo do “sagrado dízimo”?

      Nada tenho contra você, pois afinal de contas, isso é uma democracia, não?

      Os valores morais fenecem conforme indivíduos se aproveitam da ignorância e fé alheias enriquecem, ao passo que eles, os ignorantes religiosos, continuam na merda.

      Sem mais.

      Sucesso, amiga.

      1. Caro amigo,

        blogs são instrumentos de expressão e troca de idéias, não ringues. Com todo o amor cristão e respeito que lhe devo não posso admitir que você siga se valendo deste veículo para insultar as pessoas que discordam de suas idéias muitas vezes estreitas, esteriotipadas e ignorantes. Seu tom é sempre grosseiro, desrespeitoso e mesmo vil. Ademais, você já deu provas suficientes de não ter a menor idéia do que fala e, portanto, não ter muito a acrescentar ao debate. Comunico-lhe, assim, que doravante seus comentários serão bloqueados a menos que você se ajuste ao nível de decência e educação que ambientes como este requerem. Aproveito esse comentário me desculpar com a Patrícia por não ter tomado essa providência antes como ela havia sugerido. Tal atitude de minha parte a teria poupado de suas indelicadezas. De resto, te desejo todo amor e atenção que talvez até hoje você não tenha recebido.

        Paz de Jesus.
        Leandro

      2. Isso mesmo, falou a voz da razão!

        “Pois a mim o que incomoda são pessoas que enriquecem através da fé e fragilidade alheias, tais como os pastores. Ou você acha que pastores são criaturas honestas que não pegam um centavo do “sagrado dízimo”?”

        Valeu mesmo, isso é que eu chamo de ser inteligente.

  26. “O preço de não ter filhos é maior do que os gastos com eles”

    Olá! Por favor, poderia esclarecer esta frase? O que você quis afirmar com ela?

    Grato. Na paz do Senhor.

    1. Caro Marcos,

      em síntese, o que quis dizer foi o seguinte: filhos enriquecem muito a vida da gente. Eles nos fazem crescer como pessoas, pois constantemente requerem que mudemos, que nos aperfeiçoemos, que nos tornemos mais amorosos e pacientes a fim de sermos o exemplo concreto para eles dos ensinamentos que lhes passamos. Deixar de ter filhos, nesse sentido, é um enorme prejuízo. É, de fato, custoso ao nosso desenvolvimento como pessoas. Esse preço é muito maior do que os gastos com moradia, alimentação, saúde e educação que criá-los demanda. Para quem deseja ter filhos e não os tem temendo o aperto no orçamento e a simplificação do estilo de vida, creio o prejuízo é maior do que o ganho. Já aqueles que optaram – a despeito de finanças e estilos de vida – por não experimentarem a paternidade/maternidade por acreditarem que não são chamados para isso, esse texto provavelmente terá pouco a dizer. Enfim, foi isso que quis dizer com a afirmação: “O preço de ter filhos é maior do que os gastos com eles”.

  27. Patrícia,

    Rebato agora uma utopia que você disse:
    “Os filhos nos ajudam a prosperar se estivermos dedicados e dispostos a dar-lhes mais do que recebemos dos nossos pais (e só assim; doutra feita, só empobreceremos ao sustenta-los).”

    Muitos ricaços têm filhos e eles se tornam criminosos mesmo tendo estudado nas melhores escolas, tendo atividades para ocupar suas mentes malignas, tendo pais que sustentem suas diversões caras e vivendo no luxo. Existem diversos pitboys, patricinhas, moças como Suzane von Richtofen e tantos outros filhos que fazem coisas horríveis mesmo tendo sido criados em “berço de ouro”. Tá certo que filhos são seres aleatórios, a índole depende em parte da criação e na outra parte depende da própria pessoa que pode ser “boa” ou “má” em uma forma mais reducionista de classificar índoles. Ter filhos é algo a ser pensado com calma, pois não existe ex-mãe, ex-pai e ex-filho, esse tipo de elo não se rompe e por isso creio que maternidade e paternidade deveria ser para pessoas mais seletas.

    É legal ler a história de vida das pessoas, mas se o que você diz é mesmo verdade sobre sua vida não tem nenhum problema em você ter filhos, isso se verdadeiramente seu marido e você possuem estrutura emocional-psicológica, axiológico-cultural, material-financeira e genética para ter filhos em um ambiente familiar que lhes proporcione meios de desenvolvimento múltiplo. O problema é que muita gente é completamente desprovida das estruturas que citei e mesmo assim procriam sem o menor planejamento, isso gera um impacto global que afeta a ecologia, economia, mercado de trabalho, qualidade de vida global e tantos outros setores da humanidade.

    Caso realmente você e seu marido tenham sido tão bons pais e seus filhos se tornaram pessoas com tantas
    potencialidades isso é um mérito, mas lamentavelmente existem muitas famílias desestruturadas que jamais deveriam ter se constituído. Creio que pessoas financeira e materialmente desfavorecidas, portadores de transtornos mentais severos, portadores de doenças degenerativas hereditárias e criminosos hediondos deveriam ser infertilizados pelo Estado, sei que isso fere a liberdade individual de muita gente, mas seria uma medida para evitar problemas de excesso populacional e também combateria o nascimento de famílias desestruturadas, pois quem sofre mesmo com esse estilo de vida são as crianças. Então é melhor poupar essas futuras crianças de uma existência problemática.
    Para pessoas mais sentimentais isso pode parecer uma ditadura das mais ferrenhas, mas imaginemos que com essa possibilidade existirão menos: criminosos; pessoas com tantas doenças graves; agressão física e abuso sexual contra crianças; abandono de incapaz; e outras possibilidades, além de reduzir a taxa de natalidade entre as pessoas mais impróprias para ser mães e pais. Um mundo melhor exige sacrifícios e por vezes um bom líder precisa tomar medidas drásticas por um bem maior.

    SOBRE PROSPERIDADE RELIGIOSA:
    Religião é um assunto delicado que envolve diversos elementos complexos, assim como a filosofia e por conta de tanta complexidade é necessário que as pessoas estudem com atenção selecionando o que é passível de ser verdadeiro, falso, benigno e maligno, isso pode parecer maniqueísta, mas é a verdade. É preciso separar o joio do trigo e muitas coisas em religiões infelizmente não se atualizam por falta de maturidade e sensatez de seus líderes. Pessoas são falhas, todos erramos, mas persistir no erro é tolice e essa mesma tolice pode levar diversos outros tolos para um caminho péssimo a trilhar.

    É notável o número de problemas que as religiões monoteístas causaram ao mundo, não descarto também alguns benefícios trazidos à humanidade pelas mãos das religiões, mas ainda hoje mesmo com acesso a informação, conhecimento de eras e civilizações antigas com seus altos e baixos, maiores meios de conhecer diferentes realidades mundiais e tantas outras possibilidades que no passado eram fantásticas e até inimagináveis ainda existe o terrorismo proselitista teocrático, fanatismo, manipulação de massas, especismo, machismo, subjugo cultural, atraso filosófico e científico, combate à liberdades individuais destoantes do senso comum e diversas outras problemáticas.

    É preciso filtrar até onde uma coisa é passível de ser seguida quando emitida por um formador de opinião. Se você é tão estudada deve prestar mais atenção para saber que sua realidade é diferente das demais, mas por essas diferenças mesmo é que certas coisas não valem para os demais. A igualdade para determinados projetos de vida é utopia e falácia das mais perigosas.

  28. Patrícia,

    A prosperidade religiosa pode ser um efeito placebo e existem muitas pessoas que se aproveitam de suas posições de liderança para manipular a vida alheia. Já me disseram que existem líderes religiosos sérios em diferentes religiões, sou muito desconfiado de pessoas que se intitulam representantes de alguma divindade pois a história prova como esse poder pode gerar as piores atrocidades humanas. Imagino que sua prosperidade se deve a possuir estruturas necessárias para crescer na vida, isso tudo somado com oportunidades e características personológicas capazes de de projetar a uma vida melhor, isso talvez tenha se estendido a sua família.

    Não creio que seu sucesso na vida seja fruto de algum deus que te presenteou com algo, mas essa sua boa vida parece prover de um somatório de coisas que te elevam e essas me parecem bem materiais e mentais, logo palpáveis para qualquer um que disponha de tais meios para chegar ao mesmo fim que você.
    O Leandro pode ter passado por vários problemas na vida, mas conseguiu encontrar saídas para seus problemas, uns chamam isso de inteligência emocional, sorte, alicerce vital ou outros nomes, no fundo é tudo a mesma coisa… portanto a prosperidade é algo alcançável independente de crença, mas completamente dependente de estilo de vida em uma escala de múltiplos fatores associados.

    SOBRE ESTÉTICA:
    Pode ser fútil investir na aparência, mas faz um bem enorme, eu mesmo sou gordo, mas sou ativo, quero melhorar meu corpo e por ser jovem e ter metabolismo acelerado posso queimar várias calorias se mantiver uma alimentação adequada e atividades físicas. Ainda quero ter cabelos longos até o meio das costas, sei que é caro cuidar de uma cabeleira, mas para mim seria uma realização estética que me agradaria muito e poucos entendem e infelizmente existe um preconceito idiota para com homens de cabelos compridos. Como sou enfermeiro posso prender o cabelão numa touca sem problemas.

    É legal vestir certas roupas e sentir que o corpo está mais esbelto e firme, é bom ser uma pessoa fisicamente agradável. Tive esse prazer poucas vezes na vida, admito que como e bebo muito, por conta dessa vida desregrada estou obeso, mas aparento ser muito mais leve.
    Tenho 27 anos e nesse tempo todo me preocupei demais com conteúdo, é bom ter mais cuidados com o corpo pois é bom ter uma mente sã e corpo são.

  29. Deve ser utopia para alguns mas não foi pra mim nem pras pessoas que eu conheço. Lógico que se não houver vontade de crescimento, o que tinha pra dois, será divido pra 4, pra 6, por isso ressaltei a diferença entre prosperar e empobrecer, mas se o nascimento dos filhos for PLANEJADO e trouxer esta determinação (a escola dele vai ser melhor do que a minha, a casa, o carro, ele vai fazer futebol, natação, capoeira, inglês, frances etc) a vida melhora sim, e muito. Eles dão sorte, mas nada nessa vida pode ser generalizado. Sorte para uns e desgraça para outros. Pra mim, GRAÇAS A DEUS, deram e continuam dando, muita sorte.

    Em momento nenhum disse que era “estudada”, obviamente minha realidade é diferente das demais (assim como a sua) e longe de mim servir de exemplo ou influenciar quem quer que seja. Minha religião é: seja feliz e faça feliz o teu próximo, ou pelo menos, não aporrinhe o seu próximo. Não existem regras, cada um deve procurar alegria e plenitude naquilo que quiser. E de preferência encontrar porque a gente só vive uma vez. É aqui a prova dos nove. Como disse Mae West “Só se vive uma vez mas se você fizer tudo certinho, uma vez é o bastante”.

    Quanto a estética, fiz (e faço) somente pelo meu marido; eu detesto atividade física, apesar de malhar ha quase 4 anos, ainda detesto. Todo mundo diz que vicia, estou até hoje esperando “viciar”…já me viciei em tanta coisa mas em ginastica, realmente, ainda não consegui….

  30. Caríssimo infértil, (mesmo que você seja fértil nunca “usar” da sua fertilidade a torna inútil, portanto…e como voce me chamou de procriadora, fiquei à vontade pra te dar um apelidinho também),

    Eu já disse o que me incomoda: a agressividade gratuita e o anonimato, só e tão somente. Nem a democracia virtual nem as gordurinhas a mais.

    Também me irrita que milhares de pessoas (normalmente pobres) decidam doar 10% de seus parcos salários a igrejas e pastores quando poderiam pagar cursos e outras benesses, mas eles são livres e que façam com seu dinheiro aquilo que quiserem. Acho estúpido? Sim. Jesus nos aconselhou a nem frequentar igrejas, que dirá sustentar pastores milionários (e este nem parece ser o caso do Leandro…você pré-julgou).

    Como eu disse anteriormente, que sejam felizes e não aporrinhem o próximo. O mais importante, Stone, é NÓS sermos felizes com as NOSSAS escolhas porque apesar da gente achar ridículo, eles SÃO felizes a moda deles, não? E nós? Moramos onde queremos e temos a profissão que amamos? Somos emocionalmente bem resolvidos? Somos saudáveis? Somos compulsivos? Tranquilos? Enfim…só te peço se quiser discutir com violência, palavrões e xingamentos, que mande para o meu email, não convém a gente usar um espaço que nem é nosso para baixarias. Não estou me furtando a brigar contigo, até gosto (prefiro sempre pessoalmente massss) terá que ser em outro lugar….

  31. Patrícia,

    Concordo com você que é função dos pais oferecerem o melhor aos filhos, assim como também é necessário saber educar, mas infelizmente muita gente não tem em si o que passar de bom para os filhos. Que bom que você parece ter criado bem os seus filhos, quem dera se essa sua realidade fosse a regra e não a exceção. Devo ter me enganado no momento que achei que fosse “estudada”, mas você disse que conseguiu criar uma boa família e isso é ótimo. Não tenho nada contra quem queira ter filhos, mas sou contra pessoas terem filhos sem estruturas e planejamento para isso pois filhos são responsabilidade para o resto da vida.

    Eu vou cuidar mais da minha aparência para me agradar, não penso em focar meus objetivos em uma ou mais mulheres, logo quero ficar mais bonito dentro do que eu considero como beleza para mim. Atividades físicas me agradam, eu é que não sou tão disciplinado para treinar todos os dias, mas tenho disposição, falta mesmo é dividir o tempo para isso.

  32. Segundo o seu texto, a humanidade está intrinsecamente ligada ao capitalismo, ou seja, não há como fugir dessa realidade. Por outro lado, você induz nós, pobres leitores, que muitas vezes não temos discernimento da realidade, a ter filhos. Ou seja, a humanidade também está intrinsecamente ligada a maternidade/paternidade.

    Em seguida, você afirma que não podemos nos calcar apenas no capitalismo… Mas se isso é verdade, podemos também nos desvencilhar da procriação. Capitalismo e procriação são, portanto, as duas desgraças (não entenda mal, não encontrei palavra melhor) vigentes da sociedade moderna. Logo conclui-se que não ter filhos é uma saída para tornar a sociedade mais humana e menos centrada no dinheiro.

    Reitero: capitalismo e procriação são as maiores desgraças de nossa sociedade. Veja que paradoxo: enquanto no Brasil o governo entope os pobres de Bolsa Família, na Alemanha, o governo está custeando os casais que têm filhos. Na Alemanha, o motivo de tal “patrocínio” está relacionada à previdência do país. No Brasil, quanto mais gente para votar nos políticos corruptos, melhor. Nos dois casos, é visível o egoísmo.

    Não me entenda mal, mas querer filhos no atual panorama em que vivemos não é mais egoísmo, é crime torpe.

  33. Mensageiro,

    Talvez porque ter uma família era nosso objetivo principal. Planejamos, nos preparamos, emocionalmente e financeiramente (tivemos váááários contratempos também).

    Carreira, sucesso profissional, sempre foram secundários, o foco era a família. Sempre trabalhei fora, mesmo com eles pequenos e ter filhos nunca me atrapalhou em nada, não me deram trabalho nenhum; comiam bem, dormiam bem, se comportavam bem, nunca tiveram manias (balançar para dormir, cobertores especias, chupetas etc) fobias ou chiliques, nunca foram mimados. Tinham limites, sempre foram respeitosos, e na adolescência, momento em que a maioria dos pais perde o “controle” sobre os filhos ou começam a ter conflitos, também foi ótimo. Sempre conversamos sobre tudo e nos acertamos, passamos pelas fases com respeito, amizade e alegria, graças a Deus.

    Quanto a aparência, é só pra ele mesmo, me sentia ótima com aqueles quilos a mais…rs Pra falar a verdade até prefiro; chamar a atenção fisicamente não é das dez coisas que eu mais goste. O assédio aumenta muito e as tentações também, e de tentação, quero distância. Pessoas arruinam seus casamentos (e consequentemente, suas vidas, se o casamento for por amor) por causa de coisas assim. Deus me livre.

    Encontre tempo pra treinar já que te faz tão bem. A vida passa rápido e a gente tem que se ocupar (também!) com o que a gente gosta, né? Malha sim!

    1. Você notou que diferentes pessoas possuem variadas prioridades, minhas prioridades são muito individuais, gosto da minha mãe, irmão e avó materna, eles são minha família, já o resto é parente e nem falo com eles, não importam para mim. Ter a família como prioridade é algo que te faz bem, eu não quero montar família, sinto-me bem sendo solitário, muita gente não entende isso. Tem quem viva bem em conjunto, outros nasceram para viver mais afastados dos outros. Prefiro me focar na minha carreira de enfermeiro e de escritor, assim como também vou ter minha casa própria, carro próprio, acervo expandido, diversos prazeres saudáveis e vou melhorar coisas em mim, entre outras coisas.

      Seu caso de família é raro pois todas as famílias que conheço tiveram altos e baixos bem marcantes. Eu mesmo dei trabalho para meus pais, em especial por ferimentos sofridos em brincadeiras em casa e na rua, caí de telhados, muros, árvores, ao andar de bicicleta, patins e ao lutar na rua entre tantas coisas. Tenho cicatrizes mas elas são cobertas por pêlos.

      As coisas dão certo quando ambos os lados estão preparados ou se esforçam para fazer o melhor. Quem dera se tantos casais fossem como vocês, o Brasil seria melhor. O que mais noto são as piores pessoas procriando sem o menor jeito para criar filhos, sorte que você não está nessa massa. Fico indignado com bolsas-esmola pois se o governo desse estudos e trabalho esse país melhoraria, dar esmolas só sustenta vadiagem e comodismo.

  34. A graça é essa: as pessoas são diferentes.
    Prazer para uns é a escalada do Everest, pra outros, um jogo de poker. Seria enfadonho, uma chatice sem tamanho, se todos nós optassemos pelas mesmíssimas coisas. Somos livres para as escolhas e estas devem nos trazer satisfação e alegria. Escolher e depois passar o resto da vida reclamando, além de ser chatérrimo, é um desperdício, portanto, é isso aí: sozinho ou acompanhado, que seja feliz!

  35. Pastor, eu gostaria que você falasse mais sobre o seu necessário, supérfluo, e em que medida você busca o conforto.

    Um cinema de pior qualidade, um pote de geléia ou um salgadinho Skinny como fonte de compensação me parecem pouco para um homem tão bem formado quanto você, além de não ser muito saudável para os pequenos.

    O que seria pra você uma “loucura consumista” ou ainda “adultos saudáveis” já que são conceitos…eu gostaria de conhecer os seus.

    Um abraço,
    Patrícia

    “A mim dai-me o supérfluo, que o necessário todo mundo pode tê-lo.” Oscar Wilde

    1. Oi Patrícia. Estou escrevendo um post que trata justamente dessa questão: “O necessário, o supérfluo e o imprescindível”. Como os finais de semana são sempre muito corridos para mim, devo publicá-lo no início da próxima semana. Paz.

  36. Apesar de todos os aspectos visíveis da maternidade/paternidade, a maioria das pessoas prefere fechar os olhos, porque é muito mais cômodo fingir-se de cego do que enxergar a realidade. Filhos são, portanto, fruto da cegueira humana.

    Não estou escrevendo essa verdade para “causar”, mas, para tão-somente, explanar a realidade e desmistificar a ilusão exacerbada dos pais. Ao que parece, aqueles que procriam parecem se sentir especiais, até superiores aos que não procriam e que não querem procriar. Uma miríade de doenças e desgraças assolando o planeta e as pessoas tendo filhos… isso seria cômico se não fosse trágico.

    Na paz do senhor.

  37. Leandro, a minha curiosidade se refere ao necessário, supérfluo MATERIAS, ok? Vou ler sobre os outros aspectos que você deve escrever mas esta seria minha curiosidade inicial.

    Shalon pra você também!

  38. Olá à todos!!!

    Acompanhei a discussão travada e realmente fiquei impressionado como um assunto desses mexe com as pessoas. Os childfree dizem que ter filhos é ter gastos e contribuir para o aumento desnecessário da humanidade, por isso devem se concentrar em objrtivos particulares. Ora , ter um filho me parece ser uma prova de amor e não acredito que o texto influêncie pessoas pobres a desbragadamente procriarem, até porque o acesso a essa midia em que eu e você debatemos ainda é muito restrita, ainda que digam ao contrário. Se uma pessa trabalha e se esforça para ter dinheiro, boa casa e conforto é tão louvavel que se trabalhe, também, por uma vida. O que fica muito evidente em alguns comentários é o ÓDIO gratuito. sinceramente nunca tinha lido ou vistoo demonstração assim tão explicita!!! Se a palavra nos diz que no final dos tempos os corações se esfriariam e não haveria mais AMOR, será que presenciamos o fim?
    Paz(do Espírito Santo) para aqueles que não tiveram Amor e mais Amor para aqueles que escolheram o caminho da doação!!!!

  39. Filho não custa caro quando o pai é pastor, é fácil sustentar filho com dinheiro de fieis.

    Pa$tor é profissão que dá dinheiro, é um bom empreendimento.

    $$$$$$$$$$

    1. Caro Jaci. Obrigado por seu comentário. Apesar de preconceituoso e desinformado, ele tem certamente seu valor. Serve para exemplificar o quanto as pessoas podem ser levianas falando de realidades que absolutamente não conhecem. Deus te abençoe.

  40. Muito interessante o assunto! Trata-se de um texto bastante polêmico e que talvez não fizesse a melhor interpretação se não conhecesse um pouco mais de perto o contexto de vida do Leandro, por me tratar de uma de suas “ovelhas”.

    Concordo em parte com ambos os lados! Embora tenha pouca idade e experiência, acho que posso fazer uma análise considerável por viver em contextos distintos fazendo parte de uma igreja com padrão de vida um tanto mais elevado que o meu.

    Visualizo a dissertação como excelente para o enquadramento aos que mergulham no capitalismo e rumam ao campo do hiperpreparativismo ou da ostentação. Pessoas que entram de cabeça no pós-modernismo e esquecem a premissa da existência, que é a tolerância entre os homens e o valor agregado a relacionamentos intensificados.

    Contudo, qualquer pessoa que tem acesso a informação sabe o quão somos tentados a manipulação, enquanto fiéis em Cristo. Por isso confesso também, infelizmente, andar com os dois pés atrás quando alguém fala em nome de Deus.

    É lamentável perceber o quanto a Igreja está mal falada. Em contrapartida, na MINHA OPINIÃO (que não necessariamente precisa ser a do outro) é ótimo que autoridades espirituais e fiéis sejam alvos de críticas severas, desde que, o rumo sejam os ideais cristãos puro e simples. Estejam os críticos (ateus, agnósticos ou membros de outra religião), cientes disso ou não!

  41. Me caro, eu não sou nada desinformado, pelo contrário, sou tão inteligente quanto os pa$tores de igrejas. A diferença é que os pa$tore$ usam a sua inteligência para enganar o pobres fieis que com medo de irem para o inferno (pura superstição) ou para receberem bençãos ($$$) enriquecem seus bolsos, outros por passarem por provações dizem que recebeu uma chamada ministerial e lá se vai mais dindim.

    Quanto mais pessoas sendo provadas mais fieis e logo mais dinheiro $$$.

    As igrejas estão cheias de escândalos, por que? $$$

    Mas o mundo é mesmo dos mais esperto, por isso aproveite bastante a ignorância do povão e viage para a Europa, compre carros e casas e tenha uma alta conta bancária $$$$$$$

    Só mesmo um ignorante para acreditar em tudo sem ter provas, principalmente nesse seu artigo aí de que filho não custa caro.

    O que seria dos podero$o$ se não fosse os ignorantes?

    1. Caro Jaci, as pessoas tendem a ver o mundo e julgar as pessoas com base no que sabem sobre si mesmas. É justamente por essa razão que a maioria dos adúlteros tornam-se ciumentos e controladores, pois imaginam que todos a sua volta mintam e traiam como eles próprios fazem. É também por essa razão que pessoas bondosas geralmente crêem na bondade alheia e se surpreendam quando descobrem o quanto as pessoas ao seu redor podem ser mesquinhas e levianas. Creio que esse princípio explica bem o por quê de sua total descrença com relação a possibilidade de um pastor lidar com dinheiro de forma íntegra e honesta. É que você não seria capaz de fazê-lo, não é?

      1. Caro pastor, você sabe muito bem que não tem nada de mentira no que escrevi, é simplesmente justificável a sua defesa neste blog para os fieis não saber a verdade.

        napasducenhô

      2. Caro Jaci. O que você escreveu talvez seja verdade em alguns casos, mas está longe de ser a regra. Tenho muitos amigos pastores por quem colocaria a mão no fogo. Até porque nas igrejas do protestantismo histórico os pastores dificilmente lidam diretamente com dinheiro. Toda igreja presbiteriana, por exemplo, tem um tesoureiro leigo, isto é, um membro da comunidade que cuida dessa área juntamente com uma comissão de prestação de contas. As finanças da igreja são abertas e qualquer membro tem acesso aos relatórios. Outra coisa que você certamente ignora é que os pastores recebem salário e, como todos os membros da comunidade também dá regularmente o seu dízimo. Meu ponto aqui é o seguinte: toda generalização é tola, desleal e injusta.

  42. Oi Pastor Leandro … Sou Tati esposa do Jocildo …

    Só digo uma coisa ….
    Com amor e fé … Deus supre todas as coisas ….
    Meu filho tem muito mais do que precisa e do que eu podería dar … mas é impressionante como em tudo Deus usa pessoas para abençoa-lo …ele foi tao desejado, tao esperado … que de verdade … gastei muito pouco com seu nascimento … meus amigos e familiares nos ajudaram em tudoooo

    Eu sofri muito para conseguir ter meu filho Lucas (perdi 2 bebes com 5 meses de gravidez) até que por um milagre meu amado Lucas está entre nós com 1 aninho …..

    E digo … o melhor que posso dar pra ele é o meu amor … ensina-lo o amor de Deus por nós e fazer com que ele cresça num lar de amor e paz….

    Meu marido é pastor e também trabalha … tem uma oficina mecanica … trabalha muitooooo para nos dar o melhor (que é diferente para cada pessoa) mas na minha referencia do que é o melhor … estamos felizes … mas tenho o privilégio de estar em um lugar onde ensino e saude me saem quase de graça … onde meus impostos sao bem direcionados para educaçao, saude e lazer ….

    Mas por tudo que um filho possa custar …vale muito a pena ter-lo …. abro mao do que for necessário para dar para meu filho o que ele necessite ….estamos eu e Jocildo muito reaizados e gratos a Deus pelo milagre de gerar uma criança … e de verdade me animo em ter outro …

    Pastor Leandro … amei o texto …
    Deus os abençoe nesta tarefa ardua que é ter amor e paciencia para educar um filho no amor de Deus
    Beijos a sua esposa e familia
    e um abraço a igreja

  43. Olá Pastor!!!

    Ainda bem que ainda existem pessoas boas neste mundo, porque do contrário o que seria daquelas pessoas que procuram andar dignamente por meio de atitudes éticas?
    O mal caratismo pode ser encontrado em todos os segmentos da sociedade, não só entre os religiosos(e infelizmente nós os temos, pois não somos sobrenaturais). É triste perceber que a cada dia que passa há uma espécie de calterização nos corações: entre aqueles que seguem a Jesus mas não conseguem se emendar( e por isso comentem os maiores desvios, esquecendo-se que são parte do reino) e aqueles que não foram alcançados por Jesus e simplismente ( baseados nos desvios daqueles que estão no reino mas cairão diante de “facilidades”) odeiam qualquer coisa que se refira a Ele. Soma-se a tudo isso uma vida sem amor….os acusadores sofrem (mas não admitem) da falta de amizade, da falta de atenção, falta de carinho , de inumeras frustrações que carregam consigo. Os acusadores ainda ignoram o fato de que aqueles que desviaram, que enganaram, que se beneficiaram as custas do dinheiro do povo…responderão pelos seus atos (seja qual for a denominação religiosa protestante ou católica, carísmatica ou progressista)entre estes não estão só pastores corruptos…estão os políticos corruptos,juizes corruptos ,policiais corruptos, estão banqueiros inescrupulosos… Todos seremos julgados!!!! O que os acusadores esquecem é que Jesus disse que o Reino dele não era desse mundo!!!! Finalmente: “Ninguém se engane a si mesmo: se alguém dentre vós se tem por sábio neste século,faça-se estulto para se tornar sábio”(PORQUE)”certamente a palavra da cruz é locura para os que se perdem”(1ª carta de Paulo aos Coríntios)

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