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		<title>Nossos demônios</title>
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		<pubDate>Fri, 21 Jan 2011 11:31:02 +0000</pubDate>
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			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_837" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><a href="http://lemarques.files.wordpress.com/2010/11/inner-demons.jpg"><img class="size-full wp-image-837" title="Inner Demons" src="http://lemarques.files.wordpress.com/2010/11/inner-demons.jpg?w=500&#038;h=446" alt="" width="500" height="446" /></a><p class="wp-caption-text">Piores que os demônios de Satanás são os da nossa própria alma.</p></div>
<p style="text-align:right;">&nbsp;</p>
<p style="text-align:right;"><em>&#8220;Perguntou-lhe Jesus: Qual é o teu nome? Respondeu ele: Legião é o meu nome, porque somos muitos&#8221; </em>(Mc 5:9)</p>
<p style="text-align:right;"><em><br />
</em></p>
<p style="text-align:right;"><em> </em></p>
<p>Todos temos demônios. Não necessariamente aqueles de Satanás. Esses demônios certamente existem e fazem parte da vida de muitos, mas não de todos. Refiro-me aqui a um outro tipo de demônios. Falo dos <em>daimons</em> (como Sócrates chamaria em grego): forças autônomas que habitam o nosso mundo interior.</p>
<p>A rigor, os <em>daimons </em>são anteriores aos demônios. É claro que não numa perpectiva cronológica. Afinal, segundo as Escrituras, Satanás e suas hostes infernais existem desde antes da criação. Mas etimologicamente, sim. Pois foi a partir da noção &#8211; e da resignificação &#8211; de <em>daimons </em>que o Novo Testamento desenvolveu o conceito de &#8220;demônios&#8221; como nós hoje conhecemos, inclusive incorporando o termo. Prova disso é que o Antigo Testamente jamais fala em demônios, mas somente em <em>espíritos malignos</em>. Os demônios do NT são os espíritos malígnos do AT batizados com o termo oriundo da língüa grega.</p>
<p>Pois bem. Diferente dos demônios de Satanás que habitam as esferas espirituais e podem eventualmente se apropriar de corpos e mentes, os <em>daimons </em>pertencem ao mundo de nossa subjetividade. São demônios da psiquê humana e, assim sendo, são universais. Todos os possuímos. Mas à semelhança do que acontece com os demônios de Satanás, também podemos ser possuídos por eles. Com efeito, eles buscam todo tempo se apropriar de nossa alma, de nosso ser interior levando-nos a fazer o mal que não queremos e nos afastando do bem que desejamos fazer.</p>
<p>O grande distintivo entre essas duas qualidades de demônios é que aqueles &#8211; os demônios de Satanás &#8211; são repreendidos e exorcizados com a mera menção do nome de Jesus. Já esses outros que atuam em nossa subjetividade, não. Eles dificilmente saem de uma vez por todas. Tampouco saem todos de uma vez. Temos de enfrentá-los um a um, sempre de novo, um dia depois do outro. De fato, lutamos com esses demônios durante toda extenção de nossas vidas. E embora nunca nos livremos deles, é possível aprender a subjugá-los. E assim, finalmente, vivermos libertos de sua ação.</p>
<p>Mas como essa libertação ocorre? Como subjugamos essas forças autônomas que, como intrusas, povoam nosso mundo interior sabotando nossas escolhas, atitudes, e autocompreensão? Como neutralizamos sua ação em nossas vidas?</p>
<p>Antes de mais nada é importante nomeá-los. &#8220;Qual é o teu nome?&#8221; &#8211; perguntou Jesus. Aqui, uma boa terapia pode ajudar. Também a leitura bíblica. Mas em geral uma boa dose de honestidade e autocrítica bastam. Quais os nomes dos demônios que agem em nosso interior? Quais os nomes dessas forças independentes que habitam nossa alma assolando nossa mente e pervertendo nossa identidade? Culpa? Ódio? Teimosia? Inveja? Orgulho? Vaidade? Resignação? Avareza? Discórdia? Rancor? Mágoa? Amargura? Ansiedade? Preguiça? Gula? Egoísmo? Mentira? Promiscuidade?</p>
<p>Se formos honestos, teremos de admitir que tais forças estão presentes em nossas vidas influenciando nosso sentir, nosso pensar e agir. E até certo ponto isso é normal. O problema é quando esses demônios se movem com tamanha liberdade em nosso mundo interior que chegam transtornar por completo nosso comportamento e identidade. É quando ocorre a possessão. Aí já não somos mais nós mesmos. Não sabemos mais nosso próprio nome. Fomos desfigurados. &#8220;Legião&#8221; &#8211; respondeu o jovem quando indagado por Jesus. Perdera-se dentro de si mesmo. Tornara-se refém e escravo.</p>
<p>Precisamente para que isso não aconteça é importante nomearmos os demônios. Assim, protegemos nossa identidade. E temos plena clareza do inimigo contra o qual lutamos. Pois freqüentemente confundimos quem somos com que fazemos e pode ser que estajamos lutando contra nós mesmos, digo, nosso eu verdadeiro, imagem e semelhança de Deus.</p>
<p>Porém não basta apenas identificar os demônios que atuam no profundo de nosso ser. Se de fato desejamos exorcizá-los &#8211; ou, pelo menos, subjugá-los &#8211; faz-se mister dispormos de dois recursos espirituais: o jejum e a oração. Pois &#8220;essa casta não se expele se não com jejum e oração&#8221;.</p>
<p>O jejum (como escrevi em outro <em>post</em>) é uma disciplina espiritual de auto-esvaziamento. Através dele, enfraquecemos nossos apetites carnais, dominamos nossos desejos desenfreados e também subjugamos nossos demônios. Pois quando jejuamos, fechamos as portas que permitem o trânsito livre dessas forças pelos labirintos de nossa alma. Desse modo, restringimos e limitamos sua ação. Contudo, cumpre ressaltar aqui,  que jejuar não é meramente deixar de se alimentar, mas cultivar uma atitude de desprendimento, de renúncia e abnegação do qual o ficar sem comer é expressão. Jejuar é tomar sobre si a cruz de Jesus. Esse movimento exterior de renúncia &#8211; quando movido pelas corretas motivações &#8211; projeta para dentro de nosso ser uma censura que obstacula a ação dos demônios criando liberdade. Libertação, com efeito é isso, é a ação que gera liberdade.</p>
<p>Pode parecer estranho para muitos que uma disciplina tão &#8220;carnal&#8221;, que se acontece na dimensão do nosso corpo como é o caso do jejum, possa influenciar nosso mundo interior e gerar libertação. É que freqüentemente nos esquecemos que o ser humano não é um ser dicotomizado, fragmentado, mas um ser integral. Com efeito, todas as suas múltiplas dimensões estão interligadas entre si, conectadas umas as outras. E assim, o que comemos ou deixamos de comer afeta diretamente nosso humor, nossa saúde, e mesmo nossa vida espiritual. O contrário também é verdade ou não é fato que as variações de nosso estado de humor e saúde interferem em nosso apetite? Jesus mesmo disse a seus discípulos que não fazia sentido eles jejuarem enquanto estivessem alegres pela presença do noivo, mas quando o noivo lhes fosse tirado, aí sim deveriam jejuar, pois a tristeza do coração inibe o apetite e enseja a prática do jejum.</p>
<p>Mas agora cumpre perguntar: para que serve a oração nesse processo? A oração serve para nos encher de Deus. Por meio do jejum nos esvaziamos e, através da oração, somos preenchidos pela presença poderosa do Espírito de Deus em nossa vida. E, dessa forma, somos revestidos de sua força extraordinária. Mediante o jejum e a oração enfraquecemos nosso &#8220;eu&#8221; refém da ação demoníaca &#8211; o velho homem, como diria o apóstolo Paulo &#8211; e fortalecemos nosso &#8220;eu&#8221; espiritual ligado à pessoa divina &#8211; o novo homem que somos em Cristo Jesus. Assim, experimentamos finalmente verdadeira libertação.</p>
<p>Em resumo: demônios existem e exercem grande influência em nossas vidas. Contudo, ela pode ser maior ou menor segundo a consciência que temos da mesma e a postura que assumimos no tocante ao seu enfrentamento. Ninguém se engane: precisamos enfrentar nossos próprios demônios sob pena de nos perdermos se não o fizermos. Nesse sentido, o melhor caminho que conheço é o ensinado por Jesus: nomear cada demônio, depois cultivar o jejum e a oração. Esse caminho de libertação serve também para vencer, inclusive, os demônios de Satanás. E nesse processo, vai emergindo, paulatinamente, nosso <em>eu</em> cada vez mais liberto e fortalecido. Sem isso, dificilmente temos condições de pronunciar nosso verdadeiro nome.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/lemarques.wordpress.com/835/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/lemarques.wordpress.com/835/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/lemarques.wordpress.com/835/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/lemarques.wordpress.com/835/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/lemarques.wordpress.com/835/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/lemarques.wordpress.com/835/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/lemarques.wordpress.com/835/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/lemarques.wordpress.com/835/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/lemarques.wordpress.com/835/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/lemarques.wordpress.com/835/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/lemarques.wordpress.com/835/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/lemarques.wordpress.com/835/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/lemarques.wordpress.com/835/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/lemarques.wordpress.com/835/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=lemarques.wordpress.com&amp;blog=8703452&amp;post=835&amp;subd=lemarques&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Natal: Deus nos braços da humanidade, a humanidade nos braços de Deus</title>
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		<pubDate>Thu, 06 Jan 2011 12:22:08 +0000</pubDate>
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			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:center;">&nbsp;</p>
<div id="attachment_873" class="wp-caption aligncenter" style="width: 233px"><a href="http://lemarques.files.wordpress.com/2010/12/images1.jpeg"><img class="size-full wp-image-873" title="images" src="http://lemarques.files.wordpress.com/2010/12/images1.jpeg?w=500" alt=""   /></a><p class="wp-caption-text">A mais bela cena da História.</p></div>
<p style="text-align:right;">&nbsp;</p>
<p style="text-align:right;"><em>&#8220;Quando Maria e José trouxeram Jesus ao templo para ser circuncidado, Simeão o tomou nos braços e louvou a Deus, dizendo: Ó Soberano, como prometeste, agora podes despedir em paz o teu servo. Pois os meus olhos já viram a tua salvação&#8221;  (</em>Lucas 2:27-28)</p>
<p style="text-align:right;">&nbsp;</p>
<p>A belíssima cena da apresentação de Jesus no templo é, na minha opinião, um dos mais significativos momentos de toda historiografia sagrada. Pois nela se condensa de forma extraordinária todo o mistério de nossa salvação.</p>
<p>O olhar desatento talvez não o perceba, mas muito para além de um velho sacerdote e do filho recém-nascido de uma jovem de reputação duvidosa, naquele raro instante, encontram-se frente-a-frente o ser humano e Deus. Sim, na singeleza e singularidade daquele instante tão insólito, Deus e o ser humano se entreolham, se contemplam mutuamente, ficam face-a-face. E assim, o Eterno, o Senhor Deus criador de todas as coisas se faz, finalmente, Emanuel, Deus conosco. Daí a comovente oração de Simeão pedindo aos céus que o despedisse em paz dessa vida; afinal, o que mais seus olhos poderiam desejar? Acabara de ver &#8211; e tomar nos braços &#8211; o próprio Deus.</p>
<p>Moisés, certa vez, pediu ao Senhor que lhe mostrasse o rosto. Mas Deus não pôde atender-lhe o pedido, uma vez que ninguém poderia ver Sua face e continar vivo (Êx 33:18-23). Com Simeão, porém, a petição é atendida: Deus dá-nos a conhecer o Seu rosto. E para nossa surpresa e alegria, Ele não é juiz severo nem um pai violento, mas um bebê adorável. Deus se revela à humanidade como uma criança amável e meiga que se oferece ao nosso abraço. Eis a boa-notícia: Deus deseja o nosso colo, a proximidade do nosso peito onde pode sentir o calor do nosso corpo e o ritmo descompassado do nosso coração.</p>
<p>Dentre tantas coisas, isso é também o que o Natal nos ensina: salvação nada tem a ver com poder, força ou riqueza, mas com vulnerabilidade. Somos salvos na medida em que nos deixamos abraçar. Somos salvos na medida em que desistimos de tentar impressionar as pessoas e provar ao mundo do que somos capazes. Nossa salvação passa pelo desprendimento, pelo esvaziamento dessas coisas. <em>Kénosis</em>. Não é força, mas a ternura que nos salva. Por este motivo Deus se fez criança em Jesus: para nos dizer que está tudo bem em assumirmos nossa fragilidade e admitirmos que precisamos ser amados &#8211; por Deus e por nosso semelhante.</p>
<p>Ao mesmo tempo, e por outro lado, é através desse gesto mesmo de vir ao nosso encontro permitindo-se ser carregado em nos braços que Deus nos toma em seus próprios braços e nos salva. Isso Simeão compreendeu muito bem. E por isso exclamou: &#8220;os meus olhos viram a tua salvação&#8221;. Ora, aquele bebê frágil e meigo era a metáfora divina do que agora ele experimentava: fora abraçado por Deus. Com efeito, não era apenas Simeão que de modo insólito e surpreendente trazia naquele instante Deus junto a seu peito, mas por meio daquela criança, simultaneamente tão singular e tão ordinária, Deus também tomava nos braços toda a humanidade.</p>
<p>Natal é isso: Deus e os homens de braços abertos para acolher, cuidar, amar e receber amor. Abracemo-nos, portanto, e nos deixemos abraçar. Feliz natal.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/lemarques.wordpress.com/868/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/lemarques.wordpress.com/868/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/lemarques.wordpress.com/868/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/lemarques.wordpress.com/868/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/lemarques.wordpress.com/868/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/lemarques.wordpress.com/868/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/lemarques.wordpress.com/868/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/lemarques.wordpress.com/868/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/lemarques.wordpress.com/868/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/lemarques.wordpress.com/868/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/lemarques.wordpress.com/868/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/lemarques.wordpress.com/868/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/lemarques.wordpress.com/868/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/lemarques.wordpress.com/868/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=lemarques.wordpress.com&amp;blog=8703452&amp;post=868&amp;subd=lemarques&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Consumismo religioso</title>
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		<pubDate>Tue, 14 Dec 2010 14:31:29 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[&#160; &#160; &#8220;Ele mostrou a você, ó homem, o que é bom e o que o Senhor exige: pratique a justiça, ame a fidelidade e ande humildemente com o seu Deus&#8221; (Mq 6:8) &#160; O consumismo é um fenômeno recente. Surgiu nas primeiras décadas do séc. XX. Antes disso, como bem apontou Max Weber, a [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=lemarques.wordpress.com&amp;blog=8703452&amp;post=891&amp;subd=lemarques&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:right;">&nbsp;</p>
<div id="attachment_904" class="wp-caption aligncenter" style="width: 361px"><a href="http://lemarques.files.wordpress.com/2010/12/images-12.jpeg"><img class="size-full wp-image-904" title="images-1" src="http://lemarques.files.wordpress.com/2010/12/images-12.jpeg?w=500" alt=""   /></a><p class="wp-caption-text">Consumidor insatisfeito: &quot;O culto não me acrescentou nada&quot;</p></div>
<p style="text-align:right;">&nbsp;</p>
<p style="text-align:right;"><em>&#8220;Ele mostrou a você, ó homem, o que é bom e o que o Senhor exige: pratique a justiça, ame a fidelidade e ande humildemente com o seu Deus&#8221; </em>(Mq 6:8)</p>
<p style="text-align:right;">&nbsp;</p>
<p>O consumismo é um fenômeno recente. Surgiu nas primeiras décadas do séc. XX. Antes disso, como bem apontou Max Weber, a lógica que regia a mentalidade das pessoas com relação ao dinheiro e aos hábitos de consumo era a lógica calvinista da <em>poupança</em> orientada pelo princípio da <em>necessidade</em>. Foi o advento da (1) produção em larga escala, da (2) propaganda e do (3) crédito, entre os anos de 1920 a 1940, que combinados levaram as pessoas a substituírem aquela lógica austera por uma outra de corte mais hedonista orientada pelo princípio do prazer, do bem-estar. Compra-se a partir de agora, não mais para suprir uma necessidade, mas pelo prazer de comprar, pelo bem-estar resultante da experiência da compra.</p>
<p>Em si, o ato de consumir não é negativo ou pecaminoso. Ao contrário: ele movimenta a economia, gera empregos, cria riqueza&#8230; Não há nada moralmente errado em consumir. O problema está no que hoje se tem chamado de <em>hiperconsumo</em>. É o comprar frenético, compulsivo, desconectado do princípio da necessidade e do bom senso. É o consumo como meio de obter satisfação e sentido para a vida. Eis aqui a diferença entre o consumidor e o indivíduo consumista: aquele consome visando suprir uma necessidade objetiva, este visando sanar uma demanda do ser, da subjetividade.</p>
<p>Esse ponto precisa estar claro: o consumista não está em busca do bem propriamente dito, mas da satisfação de adquirí-lo. A evidência disso é que ele compra inclusive o que não tem necessidade e, via de regra, o que sua condição financeira não lhe permitiria. Daí que viva sempre endividado. E entediado. Pois a satisfação advinda do consumo, embora real, é fugaz e passageira exigindo sempre novas e sucessivas doses.</p>
<p>O mais grave em tudo isso, porém, é o fato de o consumismo constituir uma lógica e, como tal,  transferir-se para outras esferas da vida das pessoas. Ninguém se engane: o indivíduo consumista não consome apenas bens materiais e mercadorias. Ele consome tudo: cultura, informação, relacionamentos, lazer, moradia, tecnologia, beleza, saúde, sexo, bem-estar e até <em>religião</em>.</p>
<p>Isso foi mais ou menos o que aconteceu com Israel nos dias do profeta Miquéias (Mq 6). O povo deixou de adorar e servir a Deus, para tornar-se consumidor de religião. Com efeito, o consumismo religioso o transformou num povo que se achava no direito de cobrar coisas de Deus enquanto viviam vidas tortas, cheias de pecado e impiedade. Mais que isso: os levou a acreditar que poderiam comprar o favor divino com sacrifícios e holocaustos (v.6-7). Em função de todo esse quadro, a espiritualidade daquela gente se desvirtuou perdendo sua força ética. Esse é o grande problema de nos tornarmos consumidores religiosos: perdemos de vista a exigência ética de transformação inerente a toda genuína experiência religiosa. E então passamos a consumir sermões, estudos bíblicos, louvores, reuniões de oração, livros evangélicos, retiros, etc., sem que essas coisas nos afetem, nos ajudem no processo de nos tornarmos pessoas melhores à semelhança de Cristo.</p>
<p>Não obstante a atitude do povo, Deus deixara muito claro o que esperava (v.8):<em> que eles (1) praticassem</em><em> a justiça, (2) amessem a fidelidade e (3) andessem humildemente com Deus. </em>Como a lógica do consumismo religioso perverteu a compreensão dessas exigências na espiritualidade de Israel? Como ela perverte tais exigências em nossa espiritualidade hoje?</p>
<p>Primeiramente, a mentalidade consumista leva a pessoa de fé a <em>identificar a exigência de praticar a justiça com o cumprir prescrições e ritos religiosos </em>(v.3-5). Infelizmente, Israel conheceu isso. Nos dias do profeta Miquéias, o povo de Deus veio a acreditar que sacrificar carneiros e bezerrros era o mesmo que fazer o bem, que fazer valer o direito do orfão e da viúva, do pobre e da terra. Ele passou a crer que consumir rituais e freqüentar o templo equivalia a fazer a vontade de Deus, a ser justo diante de seus olhos. Esse é um grave desvio que a lógica do consumo provoca na experiência religiosa. Ele altera o quadro hermenêutico a partir do qual interpretamos a exigência ética de transformação social e política privatizando e espiritualizando a fé. Teria nossa clássica apatia e indiferença com relação a essas dimensões da vida algo a ver com isso? Cabe perguntar: não é assim que a maioria de nós evangélicos entende as célebres palavras de Jesus sobre a primordialidade do Reino: &#8220;Buscai, pois, em primeiro lugar, o seu reino e a sua justiça, e todas as coisas vos serão acrescentadas&#8221; (Mt 6:33)? Não é verdade que compreendemos tal exigência em termos de leitura disciplinada da bíblia, vida de oração e freqüência assídua aos cultos? Não é assim que garantimos que &#8220;todas as coisas&#8221; nos sejam acrescentadas? Não estaríamos nós também contaminados por essa lógica consumista? Será que nos tornamos também consumidores de religião?</p>
<p>Em segundo lugar, a lógica do consumo distorce a vida de fé produzindo uma <em>negligência em relação à exigência divina de fidelidade dando ensejo, por conseguinte, a idolatria</em> (v.16). Ao contrário da religiosidade saudável que se compromete com Deus porque o ama, porque desejo contentá-lo e fazê-lo somente para ele, o consumismo religioso é volúvel e mesmo infiel. A causa disso é óbvia: o consumidor religioso não constrói uma relação de amor com Deus, mas de utilidade. Se, portanto, existe uma outra divindade que melhor me serve, então por que não me voltar para ela? Assim operava a espiritualidade de Israel que, a semelhança do que houve nos dias do profeta Elias, ainda vivia flertando com Baal, cocheando entre ele e Iavé, o Senhor. Em nosso caso hoje, a divindade que mais nos seduz é Mamon. E o problema não se restrige apenas aos tele-evangelistas que descaradamente mercadejam o Evangelho vendendo novas formas de indulgências, mas a toda a igreja no país que se vê às voltas com o seguinte dilema: &#8220;temos usado nossas riquezas para servir a Deus ou temos usado Deus para enriquecermos?&#8221;.  O Senhor tenha misericórdia de nós.</p>
<p>Finalmente, a lógica do consumo perverte a experiência religiosa provocando uma terrível inversão: <em>ao invés de nos tornar mais humildes, nos torna arrogantes em relação a Deus </em>(v.1-3). Lendo o oráculo proferido pelo profeta Miquéias, constamos que o povo estava reclamando de Deus pois acreditava ter direito a melhor sorte a despeito de seus maus caminhos. Sem sombra de dúvida, tal atitude nasce da crença, segundo a lógica consumista, de que o consumidor tem sempre razão, detém toda autoridade e, por isso, encontra-se em lugar de fazer exigências. Cumpria a Deus, reduzido ali a figura de um balconista obediente, atender-lhes os desejos. Deus então os confronta solenimente colocando as coisas em seus devidos lugares e pedindo do povo explicações: &#8221;Ouçam o que diz o Senhor: Fique em pé, defenda a sua causa; que as colinas ouçam o que você tem para dizer. Ouçam, ó montes, a acusação do Senhor; escutem, alicerces eternos da terra. Pois o Senhor tem uma acusação contra o seu povo; ele está entrando em juízo contra Israel&#8221;. O que o Senhor diria para nós se hoje nos chamasse a sua presença? Será que teria de nos recordar da verdade proferida pelo pregador de Eclesiastes: &#8220;Deus está nos céus, e você está na terra, por isso, fale pouco&#8221;? Ou, colocando a questão de outro modo: o que nós mereceríamos ouvir dos lábios do Senhor?</p>
<p>O critério definitivo para responder essa pergunta é o mesmo que nos ajudará a discernir se nos mantemos ligados a Deus através de uma relação de adoração e serviço ou se em virtude de uma relação de consumo religioso. Toda essa movimentação, esse ir e vir a igreja, esse monte de retiros e encontros e seminários, as muitas vígilias e reuniões, os livros lidos e os sermões ouvidos tem nos transformado em gente cheia de Deus? Tem efetivamente contribuído para nos fazer pessoas mais parecidas com Cristo? Gente mais cheia de amor, de compaixão, de indignação perante a injustiça e solidariedade para com o necessitado? Ou nos tornamos apenas consumidores de religião?</p>
<p>Essa pergunta, cabe a cada um responder.</p>
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		<title>A retórica da morte e o Deus da vida</title>
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		<pubDate>Thu, 02 Dec 2010 01:22:00 +0000</pubDate>
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			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:center;">
<div id="attachment_919" class="wp-caption aligncenter" style="width: 414px"><a href="http://lemarques.files.wordpress.com/2010/12/chrildren1.jpg"><img class="size-full wp-image-919" title="chrildren" src="http://lemarques.files.wordpress.com/2010/12/chrildren1.jpg?w=500" alt=""   /></a><p class="wp-caption-text">Não se trata de defender marginal, mas de proteger o ser humano.</p></div>
<p style="text-align:right;">&nbsp;</p>
<p style="text-align:right;"><em>Então o Rei dirá às ovelhas à sua direita: “Venham, benditos de meu Pai! Recebam como herança o Reino que lhes foi preparado desde a criação do mundo. Pois eu tive fome, e vocês me deram de comer; tive sede, e vocês me deram de beber; fui estrangeiro, e vocês me acolheram; necessitei de roupas, e vocês me vestiram; estive enfermo, e vocês cuidaram de mim; estive preso, e vocês me visitaram”. Então os justos lhe responderão: “Senhor, quando te vimos com fome e te demos de comer, ou com sede e te demos de beber? Quando te vimos como estrangeiro e te acolhemos, ou necessitado de roupas e te vestimos? Quando te vimos enfermo ou preso e fomos te visitar?” O Rei responderá: “Digo-lhes a verdade: O que vocês fizeram a algum dos meus menores irmãos, a mim o fizeram”.</em> (Mateus 25:34-40)</p>
<p style="text-align:right;">&nbsp;</p>
<p>Todos acompanhamos pelos meios de comunicação a onda de violência que culminou no último domingo na tomada do Complexo do Alemão pelas forças de segurança pública do Estado do Rio de Janeiro – as Polícias Civil, Militar e Florestal – em conjunto com as forças armadas do Brasil, nomeadamente, a Marinha e o Exército.</p>
<p>As causas de toda essa violência são conhecidas: a (1) desigualdade e injustiça social, a (2) falta de vontade política, a (3) indiferença e conivência do Estado que se beneficia da ignorância e da pobreza da população, o (4) contingente policial reduzido, despreparado e mal-remunerado, a (5) hipocrisia de setores da sociedade que sustentam o tráfico através do consumo de drogas, as (6) limitações da legislação criminal, a (7) corrupção na Polícia, na Política e no Poder Judiciário, a (8) impunidade, a (9) crise do sistema penitenciário, o (10) contrabando de armas, o (11) desrespeito pela vida, etc. A lista é longa. E igualmente extensa é a relação das ações necessárias para virarmos em definitivo essa página. Haverá solução?</p>
<p>Toda essa conjuntura nos afeta profundamente. Encontramo-nos perplexos. Como cidadãos, sentimo-nos desprotegidos, vulneráveis, traídos, indignados e – o pior de tudo – sem esperança. Tornarmo-nos, desse modo, presas fáceis de um certo discurso irracional e truculento que vê no extermínio sumário dos atores desse circo de horror a única solução possível para o presente quadro. <em>“Tem de matar todo mundo” </em>– repetimos com gosto de sangue na boca<em>.</em></p>
<p><em> </em></p>
<p>Sejamos sinceros: quem não desejou a morte daqueles rapazes pardos e favelados que armados até os dentes chegavam de moto na comunidade da Vila Cruzeiro enquanto zombavam das autoridades instituídas e espalhavam o terror pela cidade? Quem não torceu para que, ao invés da rendição, houvesse uma chacina, um implacável banho de sangue, na manhã do último domingo?</p>
<p>Engana-se, porém, quem imagina que isso solucionaria o problema. Afinal, existem filas e filas de meninos naquela e em diversas outras favelas sonhando com a oportunidade de ocupar os lugares dos traficantes que lá estão hoje. Disto ninguém se engane: os nossos vilões, são os heróis deles para quem, aliás, nós do asfalto, a polícia, e o Estado são os verdadeiros criminosos. Na cabeça dessas crianças, os traficantes mortos na guerra urbana são mártires que pagaram com a própria vida o preço da rebeldia e não-adequação aos padrões questionáveis de uma sociedade hipócrita, egoísta e indiferente.</p>
<p>Já o filme <em>Cidade de Deus</em>, do diretor Fernando Meirelles, mostrou como essa lógica opera. Depois vieram <em>Tropa de Elite 1</em> e <em>2</em>, deixando claro que quem cria e sustenta o traficante é, de um lado, o usuário de drogas das classes média e alta que hipocritamente fuma seu baseado enquanto discute o problema da violência urbana e, de outro, o governo, que manipula a opinião pública combatendo ou não o problema na medida em que tal ação pode ser ou não revertida em voto.</p>
<p>Como se vê, não é tão fácil como a primeira vista talvez pareça dizer com segurança quem é o vilão e quem é o mocinho nessa história. É também por este motivo que este tipo de discurso simplista e truculento é inadmissível e precisa ser confrontado. Muito para além disso, no entanto, a principal razão para se combater essa retórica da violência reside no fato de que tal constitui grave afronta aos direitos humanos, aos fundamentos do Estado democrático de direito e, sobretudo, ao Deus da vida.</p>
<p><em>Mas como assim? Por que essa mentalidade representa uma traição ao Deus de Jesus Cristo? Por que, como cristãos, não podemos nos permitir pensar dessa maneira?</em></p>
<p>Por uma razão decisiva:<em> a vida é um direito concedido por Deus aos seres humanos e uma responsabilidade atribuída à igreja por Jesus Cristo.</em> À luz dessa verdade, a fome, a nudez, a enfermidade, a indiferença, o desamparo, e a violência dentre tantas outras coisas se revelam forças contrárias ao dom outorgado por Deus a nós. São forças antagônicas ao querer divino, ao Reino de Deus e à vida abundante em Cristo Jesus; forças de morte que ameaçam e podem fazer morrer a vida. Ora, era justamente visando combater e cancelar tais forças que Jesus curava os enfermos, libertava os endemoninhados, acolhia os menosprezados e alimentava a multidão quando esta tinha fome. Ele sabia o valor da vida humana e esforçava-se por afirmá-la, defendê-la, promovê-la, e plenificá-la. A ética e a retórica de Jesus não eram a da morte, mas da vida, do novo nascimento, da ressurreição. Daí que ele andasse “por toda parte fazendo o bem” (At 10:38). Mais tarde, incumbiria a igreja desta gratificante tarefa.</p>
<p>Precisamente por essa razão não podemos nos unir ao coro daqueles que pedem a morte de quem quer que seja, especialmente de traficantes e bandidos que, em grande medida, ajudamos a criar. Não nos esqueçamos que dois mil anos atrás a opinião pública também pediu a morte de Jesus. A violência a nossa volta não pode nos tornar violentos. Seria uma dupla derrota. Portanto, ao invés de engrossarmos as fileiras das forças de morte aliando-nos aquele que veio matar, roubar e destruir, e traindo assim nossa vocação fundamental como igreja de Jesus Cristo, cumpre-nos agir em todo tempo como pacificadores, como agentes de paz e reconciliação. Afinal, estamos a serviço da vida. Esta é a marca inconfundível nos distinguirá no último dia como ovelhas de Jesus: a solidariedade dirigida a essa gente para quem o mundo deu as costas e Jesus abriu os braços na cruz do Calvário ao preço da própria vida.</p>
<p><strong> </strong></p>
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		<pubDate>Wed, 20 Oct 2010 17:37:55 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[     Em tudo recomendando-nos a nós mesmos como ministros de Deus: na muita paciência, nas aflições, nas privações, nas angústias, [...] nos trabalhos, nas vigílias, nos jejuns, na pureza, no saber, na longanimidade, na bondade, no Espírito Santo, no amor não fingido, na palavra da verdade, no poder de Deus [... ] tidos como [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=lemarques.wordpress.com&amp;blog=8703452&amp;post=813&amp;subd=lemarques&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div><em><em> </em></em></div>
<div class="mceTemp mceIEcenter">
<div id="attachment_824" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px"><a href="http://lemarques.files.wordpress.com/2010/10/d-maria-jose-e-rev3.jpg"><em><img class="size-medium wp-image-824" title="D. Maria Jose e Rev" src="http://lemarques.files.wordpress.com/2010/10/d-maria-jose-e-rev3.jpg?w=300&#038;h=225" alt="" width="300" height="225" /></em></a><p class="wp-caption-text">D. Maria José e o Rev. Antônio Elias</p></div>
</div>
<p><em> </em><span style="font-family:&quot;" lang="PT-BR"><span style="font-size:small;"><em> </em></span></span></p>
<p class="MsoNoSpacing" style="text-align:justify;margin:0;"><em>Em tudo recomendando-nos a nós mesmos como ministros de Deus: na muita paciência, nas aflições, nas privações, nas angústias, [...] nos trabalhos, nas vigílias, nos jejuns, na pureza, no saber, na longanimidade, na bondade, no Espírito Santo, no amor não fingido, na palavra da verdade, no poder de Deus [... ] tidos como enganadores e sendo verdadeiros; como desconhecidos e, entretanto, bem conhecidos; como se estivéssemos morrendo e, contudo, eis que vivemos; como castigados, porém não mortos; entristecidos, mas sempre alegres; pobres, mas enriquecendo a muitos; nada tendo, mas possuindo tudo.</em> (2Co 6:4-10)</p>
<p class="MsoNoSpacing" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:&quot;"><span style="font-size:small;"> </span></span></p>
<p><span style="font-family:&quot;" lang="PT-BR">Próximo do final do primeiro século uma das principais preocupações entre as diversas comunidades cristãs dizia respeito à sucessão apostólica: como ficaria a igreja após a morte do último apóstolo? Foi exatamente essa pergunta que me veio ao coração ontem pela manhã quando soube do falecimento de D. Maria José. Afinal, era precisamente esse lugar de autoridade apostólica que ela e nosso saudoso Rev. Antônio Elias ocupavam entre nós da família Betânia e, mais amplamente, entre toda uma geração de cristãos brasileiros.</span></p>
<p><span style="font-family:&quot;" lang="PT-BR">Como bem sabemos, o grupo dos apóstolos era constituído pelos onze discípulos que caminharam ao lado de Jesus mais Matias escolhido para ocupar o lugar deixado por Judas. Posteriormente, Paulo foi também contado entre eles com “um nascido fora do tempo”. Sua credencial, todavia, não advinha da experiência como colaborador e testemunha ocular do ministério de Jesus, mas da experiência mística de encontro com o Cristo ressuscitado.</span></p>
<p><span style="font-family:&quot;" lang="PT-BR">Quando finalmente João – o discípulo amado e último dos apóstolos – veio a falecer, a igreja instituiu a figura do Bispo. Este necessariamente deveria ter convivido com um dos apóstolos e tinha como função pastorear os presbíteros e supervisionar as diferentes comunidades zelando sobretudo pelo ensino (didaquê) e pelo exercício da solidariedade para com os pobres. Pelo espírito cuidador que os caracterizava, bem como por seu notório saber e amorosa autoridade, os bispos logo passaram a ser carinhosamente chamados de Pais da Igreja. Tal costume perdurou até o século IV quando Leão I foi ordenado Bispo de Roma e elevado à condição de Papa concentrando doravante em uma única pessoa todas essas prerrogativas. </span></p>
<p><span style="font-family:&quot;" lang="PT-BR">Os Pais da Igreja eram, portanto, figuras apostólicas - bispos cheios de sabedoria aos quais eram entregues a responsabilidade pelo pastoreio dos líderes, bem como pelo ensino da sã doutrina e pela supervisão das atividades das diversas comunidades numa região, sobretudo, no tocante ao socorro aos menos privilegiados. </span></p>
<p><span style="font-family:&quot;" lang="PT-BR">Ora, aqui já não é necessário dizer mais nada: D. Maria José e o Rev. Antônio Elias foram legítimos “Pais da Igreja”. Eram, sem sombra de dúvidas, figuras apostólicas entre nós, embora jamais imaginassem reivindicar tal honra. Nunca se importaram com esse tipo de coisa. Seus corações estavam voltados para quatro grandes amores somente: o Senhor Jesus Cristo, a família, a igreja e o semelhante, especialmente, o necessitado e afligido.</span></p>
<p><span style="font-family:&quot;" lang="PT-BR">Em tempos de tantos auto-intitulados “apóstolos” e “bispos” que do alto de seus púlpitos e aviões a jato mercadejam a Palavra de Deus e ludibriam o povo cristão, que falta nos fará a simplicidade, a generosidade, o desprendimento, a sabedoria, a gentileza e o altruísmo desses verdadeiros Pais da Igreja que agora deixam orfãos milhares de filhos espirituais país afora.</span></p>
<p><span style="font-family:&quot;" lang="PT-BR">A boa-notícia, porém, é que como acontece ainda hoje com respeito a Clemente, Policarpo, Tertuliano, Justino, Orígenes e Agostinho dentre tantos outros, também acontecerá com eles: viverão para sempre no exemplo que nos legaram e na sabedoria ímpar que nos transmitiram. Seus nomes ficarão escritos na história como estão no livro da vida…</span></p>
<p>Quanto à igreja, prosseguirá adiante. Pois poderá sempre se orientar pelo legado de homens e mulheres como D. Maria José e Rev. Antônio Elias. Ademais, nunca deixará de contar com o soberano cuidado de nosso Senhor Jesus Cristo, supremo pastor e único cabeça da Igreja, o qual prometeu que jamais nos deixaria orfãos (João 14:18).</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/lemarques.wordpress.com/813/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/lemarques.wordpress.com/813/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/lemarques.wordpress.com/813/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/lemarques.wordpress.com/813/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/lemarques.wordpress.com/813/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/lemarques.wordpress.com/813/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/lemarques.wordpress.com/813/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/lemarques.wordpress.com/813/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/lemarques.wordpress.com/813/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/lemarques.wordpress.com/813/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/lemarques.wordpress.com/813/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/lemarques.wordpress.com/813/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/lemarques.wordpress.com/813/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/lemarques.wordpress.com/813/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=lemarques.wordpress.com&amp;blog=8703452&amp;post=813&amp;subd=lemarques&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Epitáfio</title>
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		<pubDate>Wed, 22 Sep 2010 13:33:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>lemarques</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A melhor maneira de discernir o modo como devemos viver a vida é projetando no tempo o que gostaríamos que escrevessem em nosso epitáfio quando chegasse a hora derradeira. Aqui comparto o resultado desse poderoso exercício.<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=lemarques.wordpress.com&amp;blog=8703452&amp;post=722&amp;subd=lemarques&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_766" class="wp-caption aligncenter" style="width: 460px"><a href="http://lemarques.files.wordpress.com/2010/09/01_cemiterio.jpg"><img class="size-full wp-image-766" title="01_cemiterio" src="http://lemarques.files.wordpress.com/2010/09/01_cemiterio.jpg?w=500" alt=""   /></a><p class="wp-caption-text">Como você gostaria de ser lembrado?</p></div>
<p style="text-align:right;"><em> </em></p>
<p style="text-align:right;"><em>Quem não se torna sábio ouvindo o que a Morte tem a dizer está condenado a ser tolo a vida inteira.</em> (Rubem Alves)</p>
<p> </p>
<p>Não estou pensando em morrer. Não mesmo. Mas tenho pensado acerca da morte. Tenho refletido sobre meu último suspiro; aquele depois do qual fecharei os olhos para abrir do outro lado e, finalmente, poder enxergar. Ver como sou visto. </p>
<p>Há uma imensa sabedoria na morte. E aprender sobre ela revela-se inspiração para a vida. Devíamos planejar a nossa tragetória neste mundo de trás para a frente. Primeiro o fim, então o começo. Pois é a visão de como desejamos ser lembrados que melhor nos orienta sobre as escolhas que temos de fazer. Afinal, o fim que antevemos para nossa breve existência lança luz sobre as opções que temos diante de nós e nos indicam, desse modo, uma direção a seguir. De outra parte, também evita o trauma de ao final de tudo, constatarmos desiludidos: “Que vida foi essa que vivi? Se pudesse, faria tudo diferente!”.</p>
<p>Quando chegar para mim o dia derradeiro, não quero pronunciar essas palavras. Quero antes, como Cristo na cruz do Calvário, dizer: “Está feito”. E render meu espírito a Deus com gratidão e dignidade. Apenas isso. Pois há muito desisitir de pensar que nasci para ser alguém extraordinário. Sou uma pessoa comum e anônima e estou em paz com isso. Se deixar uma pequena marca naqueles com quem convivi mais de perto, já basta. Não tenho a pretensão de escrever meu nome na posteridade. Estou safisteito em tê-lo no livro da vida. É assim gostaria de ser lembrado: como alguém que foi fiel a si mesmo, ao que acreditava, a quem amou e a Deus.</p>
<p>Provavelmente não me ocuparia de tais pensamentos se não tivesse lido com toda igreja o livro &#8220;Um mês para viver&#8221;. Lemos a obra enquanto jejuávamos e oravámos buscando discernir os caminhos de Deus para nossas vidas pessoais e comunitária. O fizemos na convicção de que tal reflexão nos levaria há uma profunda reorientação de vida e correção de rumo enquanto ainda há tempo. Nesse intuito, ao final dos 30 dias de leitura, fizemos um exercício poderoso: convidamos a todos que escrevessem o próprio epitáfio. No domingo seguinte, aqueles que desejaram, leram o seu breve texto para toda a igreja enquanto celebrávamos a Santa Ceia. Compartilho aqui o que escrevi e li, comovido,  para meus irmãos e irmãs na esperança de viver à altura de cada palavra:</p>
<p><em>Aqui jaz Leandro Marques.</em></p>
<p><em>Esposo amado e amável. Pai sábio e presente. Amigo verdadeiro. Servo fiel. Um homem bom.</em></p>
<p><em>Esforçou-se por viver a vida de acordo com o que entendeu do Evangelho, com o que acreditou ser verdadeiro e importante. Deu boas risadas e tentou não acreditar em tudo que diziam a seu respeito, fosse isso bom ou ruim. Buscou em tudo ser uma pessoa inteira. E transparente, na medida do possível. Amou a vida, o semelhante, e a Deus. Gastou-se pela causa do reino de Abbá. Fez o bem. Viveu e morreu como discípulo de Jesus Cristo.</em></p>
<p><em>Agora descansa em paz. E deixa saudades&#8230;</em></p>
<p><em> </em></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/lemarques.wordpress.com/722/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/lemarques.wordpress.com/722/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/lemarques.wordpress.com/722/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/lemarques.wordpress.com/722/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/lemarques.wordpress.com/722/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/lemarques.wordpress.com/722/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/lemarques.wordpress.com/722/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/lemarques.wordpress.com/722/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/lemarques.wordpress.com/722/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/lemarques.wordpress.com/722/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/lemarques.wordpress.com/722/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/lemarques.wordpress.com/722/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/lemarques.wordpress.com/722/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/lemarques.wordpress.com/722/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=lemarques.wordpress.com&amp;blog=8703452&amp;post=722&amp;subd=lemarques&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>O nascimento da alegria</title>
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		<pubDate>Mon, 06 Sep 2010 14:45:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>lemarques</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Pegar Igor nos braços pela primeira vez me fez amaldiçoar o dia em que tive medo de ter mais um filho. Havia me esquecido da alegria indizível um filho acrescenta à vida da gente. Tal alegria é certamente maior do que todo o trabalho decorrente da chegada de mais uma criança na casa.<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=lemarques.wordpress.com&amp;blog=8703452&amp;post=749&amp;subd=lemarques&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div><em> </em></div>
<div><em> </em></div>
<div id="attachment_757" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><a href="http://lemarques.files.wordpress.com/2010/09/agosto-081.jpg"><em><img class="size-full wp-image-757" title="AGOSTO 081" src="http://lemarques.files.wordpress.com/2010/09/agosto-081.jpg?w=500&#038;h=375" alt="" width="500" height="375" /></em></a><p class="wp-caption-text">Igor</p></div>
<p style="text-align:right;"><em> </em></p>
<p style="text-align:right;"><em>&#8220;Ele será motivo de prazer e de alegria para você, e muitos se alegrarão por causa do nascimento dele&#8221;</em> (Lc 1:14)</p>
<p> </p>
<p>Não achei graça nenhuma quando 9 meses atrás Karine me contou meio entre os dentes que talvez estivesse grávida de novo; vale dizer: pela terceira vez. Nem foi tanto pela questão financeira, pois não considero realmente que dinheiro seja <em>o</em> fator determinante quando o assunto é planejamento familiar. No meu entender, ninguém jamais deveria condicionar o sonho da família a dinheiro, mas sim rever a forma como pensa, ganha e administra o dinheiro a fim de construir sua família.</p>
<p>Mesmo assim, conquanto no íntimo desejasse mais um rebento correndo pela casa, quase morri do coração com a notícia da possível gravidez, pois temia aquela ciranda incontrolável de noites em claro, fraldas sujas, esposa cheirando a leite e visitas freqüentes ao pediatra como é próprio do ritual de chegada de uma nova criança no pedaço.</p>
<p>Sinceramente, para mim, essa era a questão: o medo da mudança de ritmo que o nascimento de um filho impõe sobre a dinâmica cotidiana e familiar. Afinal, ter um bebêzinho em casa implica, dentre outras coisas, abandonar qualquer pretensão de se manter uma rotina ordenada onde as atividades obedecem uma lógica simples do tipo fazer-o-que-se-tem-de-fazer durante o dia e dormir durante a noite para, em lugar disso, abraçar um outro tipo de lógica: não dormir de noite, nem fazer-direito-o-que-se-tem-de-fazer durante o dia.</p>
<p>Foi temendo essa aceleração de minha já frenética rotina que havia decidido fazer uma vasectomia. Só que não deu tempo: Karine já estava mesmo grávida&#8230; graças a Deus! Pois ainda no quarto do hospital, ao pegar Igor nos braços pela primeira vez, experimentei pela terceira vez na vida a alegreia indizível de ter um bebezinho para amar e cuidar. É claro que esse gozo extraordinário não elimina o trabalho brutal que vem com ele e lhe é proporcional. Mas, o faz valer a pena. Com efeito, não há nada a que se possa comparar a alegria de carregar junto ao peito um pequenino que chega na vida da gente como um presente-surpresa de Deus.</p>
<p>Hoje, pouco mais de duas semanas após o nascimento de Igor, não consigo nem imaginar mais a vida sem sua meiga e frágil presença. Não sei se saberia dormir novamente sem o calor de seu pequenino corpo amarrado sobre o meu pelo edredon. Não sei como seria levar os meninos para o futebol sem antes nos despedirmos dele beijando-lhe a cabecinha. Não sei como seria não ter sua cadeirinha espremida entre as outras no banco de trás do carro. Enfim, Igor é metáfora e concretização do milagre do amor que lança fora o medo e enche nossa vida de regozijo e alvissareira alegria.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/lemarques.wordpress.com/749/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/lemarques.wordpress.com/749/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/lemarques.wordpress.com/749/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/lemarques.wordpress.com/749/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/lemarques.wordpress.com/749/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/lemarques.wordpress.com/749/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/lemarques.wordpress.com/749/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/lemarques.wordpress.com/749/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/lemarques.wordpress.com/749/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/lemarques.wordpress.com/749/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/lemarques.wordpress.com/749/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/lemarques.wordpress.com/749/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/lemarques.wordpress.com/749/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/lemarques.wordpress.com/749/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=lemarques.wordpress.com&amp;blog=8703452&amp;post=749&amp;subd=lemarques&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Cabeça bem-feita</title>
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		<pubDate>Sun, 01 Aug 2010 02:20:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>lemarques</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Há quem imagine que ao maior volume de leitura corresponda maior sabedoria. Mas isso não é necessariamente assim. De nada vale ler muito se não se gasta tempo refletindo sobre o que se leu. Na verdade, refletir é mais importante do que ler embora aquela atividade não exclua esta outra.<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=lemarques.wordpress.com&amp;blog=8703452&amp;post=649&amp;subd=lemarques&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div><em> </em></div>
<div id="attachment_699" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><a href="http://lemarques.files.wordpress.com/2010/07/books.jpg"><em><img class="size-full wp-image-699" title="books" src="http://lemarques.files.wordpress.com/2010/07/books.jpg?w=500&#038;h=332" alt="" width="500" height="332" /></em></a><p class="wp-caption-text">Ler demais emburrece. Ler de menos, também.</p></div>
<p> <em> </em></p>
<p style="text-align:right;"><em>&#8220;Cuidem de escolher um guia cuja cabeça seja antes bem-feita que bem-cheia&#8221;</em>  (Montaigne)</p>
<p><em> </em></p>
<p>Dia desses, estranhando a pouca carga de leitura ou talvez querendo apenas causar boa impressão, um aluno me perguntou  após a aula: &#8220;Professor, esses livros são toda a bibliografia do curso?&#8221;. Respondi simplesmente: &#8220;Sim&#8221;. Percebendo o desconcerto no rosto do garoto, me expliquei: &#8220;não é o tamanho da bibliografia que vai determinar se este curso é bom ou não assim como não é o fato de ler muito ou pouco que vai te fazer mais ou menos sábio&#8221;. Depois acrescentei: &#8220;Leitura não é garantia de sabedoria.  O caminho para a sabedoria é a reflexão. Ninguém se torna sábio sem cultivar o hábito de refletir, de pensar, de aprofundar as questões através da disciplina do discernimento&#8221;.</p>
<p>Não é curioso? Associamos sem mais leitura com sabedoria; educação formal com inteligência; conhecimento com entendimento. Fosse isso verdade, todo analfabeto seria néscio. E tal, obviamente, não se verifica. O inverso também valeria: toda pessoa com diploma universitário seria, no mínimo, inteligente. E o que dizer daqueles que cursaram uma pós-graduação?! No entanto, mestres e doutores são muitas vezes marcados pela obtusidade. E pela chatisse.</p>
<p>O hábito da leitura, sem o da reflexão, é de pouco proveito. Na verdade, mais importante que gostar de ler é gostar de pensar. A reflexão, com efeito, se alimenta da leitura, se bem que pode prescindir dela. Já o contrário, não. De que vale conhecer todas as fórmulas da física se não se sabe aplicá-las? De que vale ler os grandes mestres quando não se alcança o entendimento do que pretendem dizer? A leitura sem reflexão é mera informação. Passa a sensação de sabedoria, mas é estultícia e insensatez. E uma forma de vaidade.</p>
<p>A rigor, ler demais atrapalha. Pois inibe o pensamento. Quem ocupa todo tempo com leitura, não tem tempo para aprofundar o que leu. Assim, quanto mais lê, menos pensa. É por isso que a maioria dos seminários possuem cursos com bibliografias imensas. Muitas igrejas não tem interesse que seus líderes saibam pensar. Indispensável para elas é que saibam repetir, reproduzir, papagaiar. Os bons pastores são os que dizem sempre mais do mesmo, porém com um ar de novidade. É mais seguro assim. Garante que nada irá mudar. Mas pensar é perigoso&#8230;</p>
<p>Schopenhauer dizia com perspicácia: &#8220;a leitura contínua, retomada a todo instante, paralisa o espírito&#8221;. Pura verdade. É como um computador que trava porque o disco rígido está sobrecarregado. O acúmulo de informações dificulta o processamento das mesmas. Daí que quanto mais cheia a cabeça, mas desconexa e fragmentada. As informações encontram-se ali, mas estão soltas, dispersas, carecendo de sistematização.</p>
<p>Precisamente por este motivo a reflexão é tão fundamental: ela agrupa, organiza e confere um sentido às informações recolhidas e armazenadas por meio da leitura. Ela serve para arrumar a cabeça. Com efeito, quem reserva tempo para pensar possui uma cabeça mais arrumada. Por isso é mais sábio e mais facilmente encontra respostas onde os demais apenas veêm caos e falta de sentido.</p>
<p>Não há dúvidas: refletir é mais importante que ler. Mesmo assim, ler é imprescindível. O hábito da leitura estimula e enriquece a reflexão. Se ler demais atrapalha, podendo levar ao emburrecimento, ler de menos também. A verdadeira sabedoria não é filha de mãe solteira, mas do casamento da leitura com a reflexão.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/lemarques.wordpress.com/649/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/lemarques.wordpress.com/649/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/lemarques.wordpress.com/649/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/lemarques.wordpress.com/649/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/lemarques.wordpress.com/649/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/lemarques.wordpress.com/649/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/lemarques.wordpress.com/649/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/lemarques.wordpress.com/649/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/lemarques.wordpress.com/649/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/lemarques.wordpress.com/649/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/lemarques.wordpress.com/649/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/lemarques.wordpress.com/649/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/lemarques.wordpress.com/649/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/lemarques.wordpress.com/649/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=lemarques.wordpress.com&amp;blog=8703452&amp;post=649&amp;subd=lemarques&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Competência e sabedoria</title>
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		<pubDate>Wed, 28 Jul 2010 18:00:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>lemarques</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Aprendemos desde cedo a buscar competência. Mas é mesmo isso o que mais precisamos? Não seria o caso de nos ocuparmos primeiramente de tornarmo-nos sábios?<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=lemarques.wordpress.com&amp;blog=8703452&amp;post=665&amp;subd=lemarques&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:right;">
<div id="attachment_679" class="wp-caption aligncenter" style="width: 400px"><a href="http://lemarques.files.wordpress.com/2010/07/andy-singer.jpg"><img class="size-full wp-image-679" title="Andy Singer" src="http://lemarques.files.wordpress.com/2010/07/andy-singer.jpg?w=500" alt=""   /></a><p class="wp-caption-text">&quot;O Pensador&quot;, de Rodin, na perspectiva da competência capitalista</p></div>
<p style="text-align:right;"><em> </em></p>
<p style="text-align:right;"><em>“Como é feliz o homem que acha a sabedoria!”</em> (Pv 3:13)</p>
<p style="text-align:right;"> </p>
<p style="text-align:left;">A sociedade contemporânea nos incentiva, em tudo, a buscar competência. Ainda crianças aprendemos na escola: é preciso estudar para passar de ano para mais tarde entrar em uma boa faculdade e sair de lá com um currículo de peso sem o qual não se consegue um bom emprego. E nem se ganha dinheiro.</p>
<p style="text-align:left;">Assim nos é explicado – e transmitido – o valor da educação e da aquisição de conhecimentos. Tal, no entanto, simultaneamente oculta e releva um grave problema: aprendemos a buscar instrução pelos motivos errados. Passamos anos na escola, aprendemos e estudamos conteúdos diversos visando, em última instância, ganhar dinheiro. Competência, segundo a lógica capitalista, é isso: um currículo impressionante que te prove merecedor de uma boa remuneração.</p>
<p style="text-align:left;">Porém esta é uma visão demasiadamente estreita da instrumentalidade do conhecimento, da formação intelectual e, mais amplamente, da razão de ser da própria vida. Pois reduz o ser humano à esfera da atividade produtiva negando-lhe sua complexidade e riqueza. O resultado dessa lógica é bem conhecido: nossa sociedade forma excelentes profissionais, porém, pessoas medíocres; gente capaz de administrar corporações gigantescas, mas incapaz de gerir com êxito a própria família. São detentores de grande técnica e eficácia, merecedores de polpudos salários por seu conhecimento e <em>expertise</em>, mas não têm muitas vezes o que dizer o assunto migra para o âmbito da vida privada. Quantos hoje em dia não triunfam profissionalmente ao passo que suas vidas pessoais naufragam de forma vergonhosa e inelutável?</p>
<p style="text-align:left;">Contrariando a lógica cultural dominante, e vacinando-nos contra o quadro descrito acima, as Escrituras Sagradas nos aconselham a buscar sabedoria antes de competência:  “Procure obter sabedoria” (Pv 4:7).  Pois ela é como “árvore que dá vida a quem a abraça”<em> </em>(Pv 3:18). A sabedoria “é mais proveitosa do que a prata e rende mais do que o ouro [...] nada do que você possa desejar se compara a ela. Na mão direita, a sabedoria lhe garante vida longa; na mão esquerda, riquezas e honra. Os caminhos da sabedoria são caminhos agradáveis, e todas as suas veredas são de paz” (Pv 3:14-17).</p>
<p style="text-align:left;">As citações falam por si mesmas. A sabedoria é a mais elevada de todas as empresas humanas. Ela não exclui a competência, mas a complementa e potencializa. Quem torna-se sábio, tende também a tornar-se melhor profissional. Pois ao adquirir sabedoria, discerne o valor da competência e compreende o lugar de sua carreira no conjunto da vida. Ao invés de tornar-se uma pessoa unidimensional obssecada com o sonho do contra-cheque de cinco dígitos (ao preço de todo o resto), o sábio caminha na direção de tornar-se uma pessoa melhor, plena, integrando as múltiplas dimensões de sua vida e pessoa sem prejuízo de nenhuma delas.</p>
<p style="text-align:left;">Mas onde podemos encontrar a sabedoria se esta não é ensinada nas escolas nem tampouco nos manuais corporativos? </p>
<p style="text-align:left;">Segundo o testemunho das Escrituras Sagradas, “o Senhor é quem dá sabedoria” (Pv 2:6). Ele a dá “livremente e de boa-vontade” a quem dela tem falta e a solicita (Tg 1:5). A sabedoria habita o relacionamento com Deus e a partir dele se irradia. Ela advém da comunhão com o Pai e do hábito de refletir e meditar em sua palavra. Não pode ser comprada por dinheiro. Não pode ser aprendida em cursos aqui ou no exterior. Ela é dom. É graça que nos é dispensada no convívio afetuoso com aquele que é onisciente e fonte de todo conhecimento. A sabedoria é o reflexo da luz divina que se projeta sobre nós quando nos voltamos para contemplar seu rosto amável e cheio de ternura.</p>
<p style="text-align:left;">A diferença fundamental entre a competência e a sabedoria é que a primeira se restringe ao mundo do trabalho enquanto a última se aplica à totalidade da vida e da pessoa. A sabedoria é fruto do relacionamento com Deus e por isso abarca e abençoa o conjunto de nossa trajetória neste mundo. A competência tem vida breve e se limita aos anos produtivos depois dos quais é inútil. Quem busca sabedoria, encontra todo o resto ao passo que quem busca competência, acha dinheiro – e dinheiro apenas. Depois, o vazio.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/lemarques.wordpress.com/665/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/lemarques.wordpress.com/665/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/lemarques.wordpress.com/665/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/lemarques.wordpress.com/665/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/lemarques.wordpress.com/665/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/lemarques.wordpress.com/665/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/lemarques.wordpress.com/665/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/lemarques.wordpress.com/665/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/lemarques.wordpress.com/665/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/lemarques.wordpress.com/665/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/lemarques.wordpress.com/665/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/lemarques.wordpress.com/665/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/lemarques.wordpress.com/665/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/lemarques.wordpress.com/665/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=lemarques.wordpress.com&amp;blog=8703452&amp;post=665&amp;subd=lemarques&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Filho custa caro?</title>
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		<pubDate>Wed, 21 Jul 2010 14:43:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>lemarques</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Filho custa caro? Ou será que cara é a sofisticação que nos impomos como estilo de vida? Não será que caro mesmo é o preço que pagamos quando desistimos de ter filhos (ou mais filhos) em nome de um conforto ilusório e uma sofisticação ridícula, mesquinha e desnecessária?<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=lemarques.wordpress.com&amp;blog=8703452&amp;post=636&amp;subd=lemarques&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="mceTemp mceIEcenter">
<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://lemarques.files.wordpress.com/2010/07/saco-de-dinheiro.jpg"></a></dt>
<dd class="wp-caption-dd">
<p class="wp-caption-dd"> </p>
<div class="mceTemp mceIEcenter">
<div id="attachment_643" class="wp-caption aligncenter" style="width: 390px"><a href="http://lemarques.files.wordpress.com/2010/07/saco-de-dinheiro3.jpg"><img class="size-full wp-image-643" title="saco de dinheiro" src="http://lemarques.files.wordpress.com/2010/07/saco-de-dinheiro3.jpg?w=500" alt=""   /></a><p class="wp-caption-text">O preço de não ter filhos é maior do que os gastos com eles </p></div>
</div>
<p>  </p>
</dd>
</div>
<p style="text-align:right;"><em>&#8220;Os filhos são herança do Senhor, uma recompensa que ele dá&#8221;</em> (Sl 127:3)</p>
<p style="text-align:right;"> </p>
<p>Dizem por aí que filho custa caro. Não é verdade. Estou esperando o terceiro e posso dizê-lo com conhecimento de causa.</p>
<p>Começa que filho não custa nada para fazer. Depois, até dez ou doze meses, a criança se alimenta basicamente de leite materno e raios solares (fundamentais para ativação da vitamina D sem a qual não há absorção do cálcio reponsável pelo desenvolvimento dos ossos). Durante esse período, a única despesa regular que se tem com o pimpolho são as fraldas descartáveis; afinal, um mínimo de conforto e praticidade é necessário.</p>
<p>É isso. Mais tarde, os gastos se concentram em educação e saúde. Obviamente, tais gastos poderiam ser evitados se vivêssemos num país sério onde as escolas e os hospitais públicos não ofendem à dignidade humana. O mais, é comida. Neste quesito, porém, os recursos se multiplicam: onde comem dois, comem três e onde comem três, comem quatro. Até porque  arroz, feijão, frango e uns tomates não custam tanto dinheiro assim. E se os pais forem mesmo engajados ao ponto de abrirem mão de pegar um cineminha no Plaza para, de vez em quando, assistirem o filme no Shopping São Gonçalo, sobra até uma grana para incrementar a dieta da turma com yogurt, sucrilhos, geléia de mocotó e skiny.</p>
<p>Curiosamente, no entanto, quando falamos em criação de filhos, a primeira coisa que vem a mente das pessoas são planilhas e planilhas de excel, múltiplos extratos bancários e uma enormidade de cobranças de cartão de crédito que retratam uma realidade desesperadora de gastos que beiram o infinito. De modo semelhante, a expressão <em>planejamente familiar</em> evoca logo uma gama de perguntas enlouquecidas ligadas à economia doméstica: o que eu precisarei comprar para sustentar um filho? E se forem dois? Quanto irá custar? O dinheiro vai dar? Não seria mais viável eu desistir da idéia de ser pai ou mãe e trocar de carro?</p>
<p>De onde vem essa paranóia? Por que agimos assim?  Eis aqui o meu palpite: agimos assim em virtude de nossa mentalidade consumista. Estamos tão expostos a cultura do hiperconsumo que passamos a enxergar todas as esferas de nossa vida desde essa perspectiva da aquisição permanente de bens diversos sem os quais a sobrevivência se torna inconcebível. Hoje mesmo tive um exemplo emblemático do modo como a mentalidade consumista opera. Saindo do banco, encontrei na rua uma amiga que está grávida, esperando seu segundo filhinho:</p>
<p>– E aí? Quanto tempo&#8230;</p>
<p>– Pois é, estou grávida de novo. Três meses.</p>
<p>– Puxa, que legal! Karine e eu também estamos esperando mais um filho. É nosso terceiro menino.</p>
<p>– Sério?! Que loucura!!! Vocês vão ter que se mudar, né? Eu já estou procurando outro apartamento maior para mim.</p>
<p>Nos despedimos. Ela saiu para um lado e eu, perplexo, saí para o outro. Comprar um apartamento maior??? O que será que leva alguém a pensar que o nascimento de um bebê que mede cerca de 50 cm e pesa por volta de 4kg requer a compra de um apartamento maior? Minha esposa está prestes a dar à luz um bebê humano e não um filhote de dinossauro! Bebês são seres tão pequeninos que cabem dentro da pia da cozinha. Qual a necessidade real de comprarmos um apartamento maior, com um quarto a mais em função da chegada de uma criaturinha tão minúscula?</p>
<p>Aqui reside o problema. Mergulhamos tão fundo nessa loucura consumista que, antes mesmo da criança nascer, já estamos gastando dinheiro comprando enxoval, decorando o quarto, mudando de carro e até de apartamento. De outro lado, quem se preocupa em ler um bom livro sobre criação de filhos? Quantos procuram uma terapia para se tratar a fim de serem melhores pais e mãe para o bebê que irá nascer? Quantos pensam como podem reduzir sua carga horária a fim de estarem com o filhinho que tanto precisará deles? Quantos oram por seus filhos enquanto estão sendo gestados?</p>
<p>Esse é o lado trágico de tudo isso. Confundimos preparação para a chegada do bebê com gastos absurdos e supérfluos. Todos bem o sabemos: criança não precisa de quarto exclusivo nem de enxoval importado. Não precisa de apartamento de luxo nem de <em>minivan</em> com DVD acoplado no teto. Criança precisa é de pai e mãe presentes. Ou, na ausência deles, de adultos saudáveis e interessados, que brinquem com elas, lhes deêm afeto, cuidado e orientação. Tudo mais será supérfluo se isso faltar .</p>
<p>O ponto dessa longa e apaixonada reflexão é o seguinte: filho não é caro. Caro é o preço que se paga para criar filhos segundo o projeto da mentalidade consumista. Caro é o pecado da hiper-sofisticação. Pois como gosta de dizer um amigo querido: <em>&#8220;sofisticação é um caminho sem volta&#8221;</em>. Uma vez que o escolhemos, é muito difícil voltar atrás. De outra parte, quando mais avançamos nesta estrada, mais sacrifícios nos são exigidos. Inclusive esse: abrir mão de uma das maiores alegrias da vida que é ter a casa cheia de rebentos.</p>
<p>Esse preço, embora não apareça nas planilhas de excel, é bem mais alto do que os gastos realmente indispensáveis para se criar um filho. Ou dois. Ou muitos.</p>
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