“Colhiam-no, pois, manhã após manhã” (Êx 16:21)
Segundo o relato do livro do Êxodo, durante os quarenta anos de peregrinação pelo deserto, o povo de Israel se alimentou de um pão especial, dado por Deus. Diariamente ele amanhecia sobre a superfície do deserto como se fosse uma geada sobre a terra (Êx 16:11-36). O escritor sagrado registra que este “pão de Deus” era branco como semente de coentro e seu sabor, como bolos de mel. A este pão, chamou Israel maná.
Enquanto provisão diária, o maná era dado por Deus sempre pela manhã, ao raiar de cada novo dia. À exceção do dia sexto (quando o maná era recolhido em dobro e uma parte era cozida para o sábado), cumpria aos filhos de Israel a tarefa de recolhê-lo de sobre a terra, segundo a porção de cada família, antes que o calor do sol o derretesse. Embora houvesse abundância, o consumo era regrado. As famílias deveriam buscar o quanto julgassem necessário para o farto sustento de cada dia, mas deveriam consumir tudo: quando guardado para o dia seguinte, o maná estragava. A idéia era não colher de menos de maneira que faltasse, mas também não colher demais, pois nada podia ser desperdiçado. O que porventura restava sobre a terra, derretia. O “pão de Deus” não precisava ser comido todo de uma vez, mas precisava ser comido todo dia. Assim, renovava o Senhor dia após dia a sua bênção sobre o Seu povo.
Da mesma forma como no Antigo Testamento Israel fora instruído por Deus acerca do maná, também Jesus ensina os seus discípulos no Novo Testamento a orarem pelo “pão de cada dia” dizendo: “dá-nos hoje” (Mt 6:11). Na seqüência de seu ensinamento, complementa: “não vos inquieteis, dizendo: Que comeremos? Que beberemos? (…) pois vosso Pai celeste sabe que necessitais de todas elas” (Mt 6:31-32).
Com estas palavras, Jesus queria ensinar que o Deus que alimentou o povo de Israel durante os anos de peregrinação pelo deserto é o mesmo Deus que sempre sustentou sua igreja. Da mesma forma que havia maná para os israelitas, houve para os primeiros discípulos e há para nós hoje. A tarefa que nos cabe é a de buscá-lo diariamente: com o suor do nosso rosto e em oração. Pois o maná é também metáfora de Cristo, o “pão vivo descido do céu” (Jo 6:51) que sustenta nossa alma e sacia nossa fome de sentido e eternidade.
Aqui acontece algo interessante. Nos dias do apóstolo Paulo havia aqueles que se empenhavam de tal maneira por buscar o maná espiritual em oração enquanto aguardavam a parusia – segunda vinda de nossa Senhor – que já não se ocupavam de suar o rosto para obter o pão de cada dia. A este respeito, Paulo escreve aos Tessalonicenses orientando que todos devem “trabalhar com as próprias mãos” a fim de não passarem necessidade. E acrescenta: “quem não trabalhar, não coma”. Por outro lado, em nossos dias, existem aqueles que se gastam tanto no esforço cotidiano para conseguir o pão físico que não resta tempo ou força ou mesmo ânimo para buscar o pão espiritual em oração. Estes parecem esquecer que “nem só de pão viverá o homem, mas de toda a palavra que procede da boca de Deus” (Mt 4:4) e por isto, muitas vezes, vivem fartos fisicamente, mas espiritualmente famintos.
Ambas as posturas são equivocadas. O ideal ensinado por Jesus é que busquemos a cada dia tanto o “pão que perece” quanto o “pão vivo” que farta a alma e dá vida eternamente.
Um detalhe final: o pão que Jesus nos ensina a pedir é sempre “pão nosso”. Também com o maná era assim: o pão caía do céu para todos. Daí a fome magoar tanto o coração de Deus. Mágoa maior do que a fome, só mesmo o desperdício. Jesus nos ensina que o pão deve sempre ser multiplicado; tanto o espiritual quanto o de massa de farinha. Se é pão, é para ser repartido, comido junto, compartilhado. Quem reparte o pão com quem não o tem, torna-se companheiro de Jesus e ovelha bendita no reino de seu Pai (Mt 25:34-40).

Mais uma vez venho agradecer a Deus por colocar próximo de nós esta congregação. Já lhe disse que esse nosso encontro( ou reencontro) é resposta de muita oração. Agradeceço por poder tocar, agradeço por ouvir a palavra, agradeço pela possibilidade de proporconar ao Pedro o contato com o ensino da palavra..semente que permanecerá em seu coração. Pastor….obrigado pelo acolhimento!!! continua “quebrando tudo Mermão”…
Ps. “linkei” seu blog na minha página!!!!
Pedruceljaque!